Mais um problema das placas mãe PC-Chips (Alton; Hisong, Pc-Partner)


Autor/fonte: Carlos E. Morimoto



Digg del.icio.us

Quem acompanha os artigos que escrevo, já me ouviu várias vezes criticar a qualidade das placas mães da PC-Chips, as famosas placas com tudo onboard, que são vendidas a preços tentadores, sob vários nomes, como BX-Pro, BX-Cel, Viagra, etc.

Além da grande incidência de defeitos de fabricação, problemas de instabilidade e outros defeitos misteriosos que costumam surgir em micros montados com este tipo de placa, existe mais um problema muito freqüente, que muita gente desconhece, que além de tudo causa uma grande perda de desempenho.

O problema diz respeito à freqüência de operação da placa mãe.

Atualmente, dependendo do processador usado, a placa mãe pode operar a 66, 100 ou 133 MHz. O mais comum atualmente é o uso de processadores que usam bus de 100 MHz, como o K6-2 500, Pentium III 600, etc.

Quando ligamos o micro e vemos a mensagem "K6-2 at 500 Mhz" naturalmente pensamos que o processador realmente está funcionando a 500 MHz, seria o lógico. Mas, na maioria dos modelos de placas PC-Chips 500 MHz correspondem a 475 MHz, 450 MHz, ou até menos.

O problema é que ao invés de operar aos 100 MHz esperados, a maioria dos modelos de placas PC-Chips opera a freqüências mais baixas, 95 MHz ou mesmo 90 MHz. Isto causa uma enorme perda de desempenho, pois não só o processador, mas todo o sistema estará funcionando mais devagar, incluindo a memória RAM, HD, placa de vídeo, etc.

Se você está usando uma destas placas, use um programa de diagnóstico qualquer, que detecte a freqüência do processador, como por exemplo o Sysoft Sandra para ver se não é mais um dos consumidores lesados.

Infelizmente não existe cura para este problema, a solução seria trocar a placa mãe por outra de melhor qualidade.

Se você está curioso por uma explicação mais técnica sobre este "fenômeno", o caso é o seguinte:

Desenvolver um projeto de placa mãe não é uma tarefa fácil. é preciso projetar com muito cuidado a posição das trilhas, de modo a eliminar interferências elétricas. Quanto maior o nível de interferências, mais baixa terá que ser a freqüência de operação da placa.

Ao desenvolver um projeto que não seja capaz de operar estavelmente a 100 MHz, um fabricante de prestígio simplesmente iria devolver o projeto aos designers, para que eles o aperfeiçoassem até que o objetivo fosse alcançado. Porém, no caso da PC-Chips o controle de qualidade é tão baixo que ao invés de aperfeiçoar o projeto, simplesmente baixam a freqüência de operação da placa. Se não funciona a 100 Mhz, mas funciona a 90 MHz, simplesmente baixam a freqüência da placa, naturalmente escondendo o fato do consumidor.

Como venho dizendo desde muitas dicas atrás, ao montar um micro novo o mais importante é comprar uma placa mãe de boa qualidade, vale mais a pena comprar um processador mais barato, mas espetá-lo numa boa placa mãe, tendo assim um micro estável e com o desempenho esperado, do que gastar num processador caro e colocá-lo numa porcaria de placa mãe, que colocará tudo a perder.

Para o consumidor final os problemas vem na forma de instabilidade, travamentos, lentidão, etc. e para o vendedor vem na forma de compradores insatisfeitos, troca de componentes na garantia, reclamações e muita dor de cabeça.




Enviado por xKuRt em 24/09/2006 às 17:37


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