Login
Username:

Password:

Remember me



Lost Password?

Register now!
Menu do site
Enquete
Você já investiu no mercado de ações?
Sim 7%
Ainda não 22%
Tenho interesse, mas não tenho conhecimento 70%
Não tenho interesse 0%
Usuários online
10 user(s) are online (4 user(s) are browsing Artigos e notícias)

Members: 0
Guests: 10

more...
Últimos membros
Roscoe41B 2014/12/21
KellyPeace 2014/12/21
AnnettLehr 2014/12/21
ChristAlem 2014/12/21
DorisDonov 2014/12/21

Sociologia : Ética e sociedade: Em busca de uma ética universal
on 13/03/2006 11:09:36 Artigos e notcias enviados pelo mesmo usurio
Sociologia

Ética: Do grego, ethos. Significa costumes, extrai-se Ética. Do latim, mores. Donde moral. Ciência da moral. "Estudo dos juízos de apreciação referente a conduta humana...

Ética e sociedade: Em busca de uma ética universal

Ética: Do grego, ethos. Significa costumes, extrai-se Ética. Do latim, mores. Donde moral. Ciência da moral. "Estudo dos juízos de apreciação referente a conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto."¹. "...Em outras palavras, ética e moral referem-se ao conjunto de costumes tradicionais de uma sociedade..." ².

1. Aurélio B. de HOLANDA., Novo dicionário da língua portuguesa.

2 .Marilena CHAUÍ, Convite à Filosofia, p. 340

Introdução

A Ética moral, enquanto ciência que estuda as virtudes da humanidade, vem sendo especulada desde os tempos antigos até os nossos dias, pelos mais ilustres filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Rousseou, Kant, Hegel, Kierkergard e outros. Contudo, sabemos que o primeiro código ético, enquanto regras a serem cumpridas, data segundo a Bíblia, dos tempos do antigo testamento com os Dez Mandamentos, mas mesmo assim já havia quem os transgredia. Ainda dentro de uma visão Bíblica, entende-se que o descumprimento das leis divinas, tem origem desde a criação da terra com Adão e Eva. Há quem fale que o contraste de moralidade hoje, reflete o pecado cometido no início dos tempos.

Numa abordagem mais filosófica, comentaremos sobre o ético na concepção de alguns filósofos, fazendo entre eles uma relação de modo a deixar claro as divergências e convergências de pensamentos no que tange as suas concepções de Ética. Abordaremos também, a partir de um prisma mais social, as desigualdades de pensamento que legitimam a relativização do comportamento ético, desde as sociedades gregas, fazendo uma reflexão histórica nas épocas que mais transpareceu o amoral. Ainda numa visão sociológica, analisaremos alguns fatores que fortalecem o descaso da virtude moral com as sociedades de hoje. Entraremos no Brasil de 64 relembrando a mobilização e o sofrimento dos contras-ditadura por uma realidade social igualitária e chegaremos até o Brasil dos anos 90 abordando verdadeiros exemplos de cidadania expressa na mobilização da sociedade por uma política Ética.

A ética e a sociedade: Em busca de uma Ética universal

A ética como "... reflexão científica, filosófica e até teológica..."³ , vem sendo estudada desde a antigüidade pelos mais renomados filósofos. Sócrates, consagrado "fundador da moral"4 , destacou-se nesta área da filosofia por buscar em suas indagações, a convicção pessoal dos transeuntes para obter uma melhor compreensão da justiça. Sócrates acreditava nas leis, mas como pensador capaz de por em prova o próprio subjetivo, às questionava, gerando um descontentamento aos conservadores gregos da época. A condenação de Sócrates a beber veneno ainda é um questionamento, cuja resposta possa está nas entrelinhas dos argumentos conservadores do poder: "... as leis existiam para serem obedecidas e não para serem justificadas." 5.

Já Platão (427-347 a.C.), admirável discípulo de Sócrates, articulava em suas inspirações teóricas a idéia de se encontrar a felicidade no centro das questões Éticas. A sabedoria para Platão, não está expressa no saber pelo saber, ou melhor, não se identifica o sábio pela sua grandeza de conhecimentos teóricos, mas pela sua grandeza de virtudes. O homem virtuoso tende a encontrar e contemplar o mundo ideal.

Aristóteles (384-322 a.C.) também pensador da Grécia antiga, fundamentou maior parte de seu postulado teórico no empirismo onde, baseado no tipo de sociedade, desenvolveu algumas obras que enfoca as questões Éticas daquele tempo: Ética a Eudemo, Ética a Nicômaco e uma Magna Moral . Aristóteles não descarta a relação entre Ser e o Bem, porém enfatiza que não é um único bem, mas vários bens , e que esse bem deve variar de acordo com a complexidade do ser. Para o homem por exemplo, há a necessidade de se ter vários bens, para que este possa alcançar a felicidade humana. A Virtude em Aristóteles, está entre os melhores do bens.

Com o cristianismo, percebemos que encerra-se o papel da filosofia moral enquanto determinante do que é ou não Ético. As ações humanas agora se norteiam na divindade de um único Deus, e não mas no politeísmo como na cultura grega. O Ético reflete agora a consciência interior de cada um, é o que estabelece o coração do indivíduo. Em coerência com essa visão cristã de ação moral, Rousseou já por volta do século XVIII , argumenta que a moralidade é obra divina. O agir naturalmente dentro dos mais puros princípios Éticos, reflete a existência de Deus em nossos corações. Em Rousseou, ao obedecermos o dever externo, estamos obedecendo aos nossos corações. Para ele, os homens nascem puros e bons, a sociedade é quem os corrompem.

3. Álvaro L. M. VALLS, O que é Ética, p.7

4. Id. Ibid., p. 17

5. Idem

"... se o dever parece ser uma imposição e uma obrigação externa, imposta por Deus aos humanos, é porque nossa bondade foi pervertida pela sociedade quando criou a propriedade privada e os interesses privados..." 6.

Em oposição a essa concepção, encontramos Kant no final do séc. XVIII. Kant se contrapõe a Rousseou por negar a existência da "bondade natural"7. Nos corações dos homens só existem sentimentos negativos e para conseguirmos superar todos esses males, devemos almejar uma Ética racional e universal identificada no dever moral.

Ao contrário de Rousseou e Kant, vamos encontrar Hegel. Pensador alemão do nosso século, que encara a questão Ética de um outro prisma. Opondo-se ao argumento do coração como determinante da vontade individual de Rousseou, e a da moral racional de Kant, Hegel diz que somos seres indissociáveis. O ser humano é histórico e vive o coletivo em todas as suas ações, associado aos seus costumes e as suas manifestações culturais. É por esse ângulo que Hegel argumenta sobre a vontade coletiva que guia nossas ações e comportamentos. A família, o trabalho, a escola, as artes, a religião etc. norteiam nossos atos morais e determinam o cumprimento do dever. É também por essa linha de pensamento que tentaremos direcionar nosso raciocínio enfocando as relações Éticas no contexto político-social expondo a relativização do comportamento Ético nos últimos tempos.

A Ética como conjunto de normas e valores que regem uma sociedade deve necessariamente refletir a consciência e as ações desse povo, assim como trazer consigo o tipo de organização que alimenta essa sociedade. Acreditamos na universalidade do comportamento e das ações Ética, assim como na sua transformação relativa as transformações das sociedades que as impera, mas se voltarmos às sociedades da Grécia antiga e fizermos o percurso histórico até os nossos dias, vamos encontrar diversidade de virtudes e comportamentos, ao ponto de colocarmos em cheque essa virtude que tanto sonhamos para todos. Se analisarmos a educação espartana e a ateniense, ambas vividas numa mesma época, entrarmos no feudalismo e verificar o contraste entre os servos e os senhores feudais, os dogmas da Igreja enquanto posicionamento do clero como meio de conservar seu poder em detrimento à vida dos que questionavam tais dogmas, continuar caminhando até o séc. XVIII e nos depararmos com as injustiças sociais nas quais a miserável classe proletariada subordinava-se em plena revolução industrial, trabalhando 14 a 15 horas por dia, sem restrição de cor, raça, sexo e idade, com alguns ficando até neuróticos em decorrência do volume de trabalho que havia, e tudo para beneficiar um pequeno grupo de capitalista que emergiam em detrimento à vida dos necessitados. Nesse caso, seria essa a Ética do capitalismo? , e no caso do clero, a Ética da Igreja? Sim, certamente, mas é importante também refletirmos sobre o lado moral e o princípio Ético universal idealizado por Kant. Os costumes e as regras morais imposta pelo clero na idade média e pelos capitalistas no sec. XVIII, não refletiam com certeza, a consciência da maioria da população, de suas respectivas épocas, nem tão pouco, o dever moral dos submissos não atendiam e nem atendem os interesses dos dominadores.

6. Marilena CHAUÍ, Convite à filosofia, P. 344

7. idem

Hoje, à beira do século XXI, ainda nos deparamos com situações que foge aos anseios de uma Ética universal, onde pessoas injustiçadas perdem a vida, morrem de fome, passam as piores necessidades e situações de constrangimento por serem negras ou pobres. Instituições como a família, Igreja e organizações culturais ainda cultivam no seio de suas atividades valores representativos de uma Ética padrão e de valores condizentes com a noção humanitária de vida, porém por outro lado, sentimos na pele ações de uma minoria que infringe as normas legais e ultrapassam as barreiras do Ético na ânsia de adquirir ou conservar seu poder. Em apoio e como cúmplice deste processo de decadência moral, encontramos os meios de comunicação de massa. Com enorme força de poder de conscientização, eles funcionam de maneira a levar aos lares da sociedade, as situações mais ilusórias e pervertida do social, fazendo com que seu público caia no abismo do amoral. Lamentavelmente, a televisão como meio de comunicação que atinge em maior proporção a população em todas as camadas, desponta na frente como meio que mais distorce a realidade e infiltra na população a ideologia dominante, quando ao invés disso, poderia utilizar tal poder no sentido de esclarecer, educar e conscientizar a população, almejando uma sociedade igualitária onde o branco, o negro, o rico e o pobre tenham direitos iguais.

Particularmente, o Brasil dos últimos 50 anos enfrentou algumas altas e baixas no que tange a liberdade de vida de maneira digna. A que mais repercutiu foi o golpe de 64 que originou o despertar da comunidade estudantil e da sociedade em geral para questões primárias como liberdade e democracia. A repressão originada pelo golpe sacrificou toda uma geração com todos os meios possíveis de tortura e constrangimento. Uns mortos, outros torturados e outros para não serem mortos ou presos passaram a viver no exílio, mesmo assim não escapavam das perseguições. Os quase 10 mil brasileiros que viviam no exterior, principalmente na América latina, não se intimidaram com essas repressões, mesmo exilados em países diferentes, formaram uma corrente contra-ditadura não deixando o espírito do patriotismo morrer. Pessoas como Paulo Freire, Gilberto Gil, Herbert de Souza e outros, trouxeram do exílio verdadeiras lições de vida e conhecimentos, contribuindo com a educação, cultura e dando sua participação de solidariedade humana. Está expresso ai nas ações dessa gente o verdadeiro significado de comprometimento moral com a sociedade.

Hoje, final da década de 90, sentimos que alcançamos algumas melhorias na sociedade, principalmente no que tange a conscientização de uns poucos para as questões morais que norteiam a sensibilidade do homem às situações críticas e polêmicas da sociedade. Projetos como a Ação da cidadania contra a miséria e pela vida, e a própria tentativa de dar um basta na corrupção política do país, resgatou a confiança do povo para um Brasil melhor onde habite o dever do valor moral e de uma postura socialmente Ética

Com certeza, disparidades sociais são vividas em todo o mundo. A existência de dominantes e dominados parece ser o requisito principal para se viver em sociedade. Mas estamos caminhando para essa superação, e certamente, a educação é a melhor maneira de montarmos a nossa estratégia no sentido de alcançarmos uma padronização nas ações e comportamentos dos homens.

O ideal seria alcançarmos o idealismo kantiano, de uma Ética universal onde todos sejam norteados pelos mesmos princípios e eticamente puros. Entendemos que isso há de ser conseguido aos poucos dentro de um processo educativo e cauteloso. Ao nosso ver, é somente através da educação, que conseguiremos concretizar o nosso projeto de "homenização" e de adquirirmos essa conscientização política.

Bibliografia

VALLS, Álvaro L. M. , Oque é Ética, Coleção primeiros passos, 3 ª edição, São Paulo, Ed.brasiliense, 1989.
SOUZA, Herbert de & RODRIGUES, Carla, Ética e Cidadania, coleção polêmica, 4ª edição, Ed. Moderna, 1994.
RIOS, Terezinha Azevedo, Ética e Competência, coleção questões da nossa época; v.16, São Paulo, 2ª edição, cortez, 1994.
CHAUÍ, Marilena, Convite à Filosofia in Filosofia Moral, São Paulo, Ed. ática, 1994

Autor: José Carlos S. de Mesquita

Avaliação: 10.00 (1 voto) - Avaliar -


Outros artigos e notícias
04/05/2009 11:57:40 - A cultura organizacional no cenário competitivo
04/05/2009 11:54:23 - Reavaliando o papel do estágio
04/05/2009 11:52:34 - Integração admissional é diferencial competitivo
09/12/2008 14:43:44 - Dúvidas de mídia
09/12/2008 14:38:06 - Por que e como divulgar minha empresa?
09/12/2008 14:35:29 - Onde investir mais de R$ 100 mil
09/12/2008 14:34:10 - Onde investir de R$ 50 mil a R$ 100 mil
09/12/2008 14:33:04 - Onde investir de R$ 10 mil a R$ 50 mil
09/12/2008 14:31:31 - Onde investir até R$ 10 mil
22/07/2008 18:09:48 - Como suportar a pressão organizacional?

Busca interna
Últimos artigos e notícias
Indicadores econômicos

Copyleft © 2006-2009 Portal do Administrador. Powered by XOOPS 2.2.3 Final © 2001-2006 The XOOPS Project
Page Load Statistics: 0 Seconds | 12 Queries
Theme by MyWebResource