Barreiras para adoção de pagamento por celular não são tecnológicas
Autor/fonte: Daniela Braun editora do IDG Now!
E-mail/Url: http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/03/13/idgnoticia.2007-03-13.2199...
Tags: [ celulares ]
14 de março de 2007 às 11h55
Após anos de testes, quando se observa os serviços de pagamentos móveis que já estão em prática hoje no Brasil, inovação tecnológica não é a primeira coisa que vem à mente.
Felizmente, em nome da praticidade e da usabilidade, as aplicações de m-payment estão calcadas em simples trocas de mensagens de texto (SMS), que podem depender ou não, de softwares pré-instalados nos terminais. Seria então a segurança um entrave para que o celular torne-se um meio de pagamento de massa no País?
Surpreendentemente não. Os envolvidos no pagamento móvel, incluindo as instituições financeiras que vivem assombradas pelas fraudes no internet banking, exibem tranquilidade ao demonstrarem as soluções adotadas para proteger o dinheiro móvel.
Autenticação prévia do aparelho e do correntista aliada ao uso de senhas, sistemas de confirmação e criptografia embutida nos chips de celulares GSM, os SIM Cards, têm sido as respostas para complementar as estruturas de segurança de dados do mobile banking, que devem ser aproveitadas nos serviços de pagamento.
A cultura de pagamento eletrônico ou provavelmente a cobrança pela conveniência da transação móveis seriam então os vilões da aplicação?
"Se avaliarmos que ainda hoje muitos brasileiros ainda preferem o dinheiro ou cheque ao cartão de plástico, a redução da barreira cultural de consumo é uma questão de tempo", observa Eduardo Chedid, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil.
Diante de uma base de 100 milhões de celulares e da aposta em micropagamentos, na opinião de Chedid, esta evolução do pagamento móvel pode ser muito mais rápida do que a curva de adesão ao e-commerce, hoje dependente de 6,8 milhões de consumidores das classes A e B, em um universo de 30 milhões de internautas.
Em usabilidade e tecnologia, a adoção do SMS pode ser uma boa saída para o pagamento móvel no País.
“Com a adoção do SMS, o Brasil segue a tendência adotada na Europa. Se as redes das operadoras entregarem qualidade de serviços de mensagens, o sistema brasileiro vai ficar interessante”, avalia Andy Castonguay, diretor de pesquisas de Consumo Digital e de Serviços Móveis do Yankee Group. “Mas isso não ajuda a acelerar a criação de um modelo de negócios”, lembra o consultor.
Sim. Esbarramos no modelo de negócios. Até que você consiga pagar o taxista com um simples torpedo pelo celular, bancos, operadoras, empresas de cartões, desenvolvedores de aplicativos, varejistas, empresas de e-commerce e outros envolvidos quebram a cabeça para definir quem ganha, quando ganha e quanto ganha com a sua corrida.
"O modelo ficou atrapalhado por conflitos e interesses e ainda não sabemos como isso vai funcionar", avalia Castonguay.
Como esperar e ponderar não pode ser mais a regra de negócios deste segmento, os envolvidos nos pagamentos móveis buscam modelos diferenciados sabendo que não há uma única resposta.
“A certeza que temos sobre este mercado hoje é de que não há certeza”, declara Chedid.
Partindo deste princípio e da criação de uma plataforma mundial de pagamentos móveis, no ano passado, a Visa, por meio da divisão de pagamentos eletrônicos VisaNet, tem ativado parcerias com bancos e operadoras em diversas frentes: pagamento de corridas de táxi, delivery, benefícios e varejo.
“Este não é um mercado homogêneo. O segredo é expandir de forma controlada e ver o modelo que se adequa a cada mercado”, observa Chedid, que espera em breve deixar os cartões de plástico em casa.
Aliando-se ou tornando-se independentes da cadeia de pagamentos móveis, outros players também buscam modelos diferenciados para levar o real ao celular do brasileiro.
Enquanto o HSBC saiu na frente com uma proposta de pagamento móvel aliada ao e-commerce independente de operadoras, a Oi seguiu seu rumo aliando-se à administradora de cartões, Paggo, e colocando seu serviço em prática.
Já o Banco do Brasil alia-se à VisaNet para iniciar a oferta de pagamentos móveis em junho deste ano e busca parcerias com operadoras. Entre as negociações mais avançadas está a proposta de inserção dos pagamentos móveis a um acordo firmado pelo BB no final de 2006 com a Brasil Telecom, para a oferta de linhas de crédito e cartões internacionais com a marca da operadora.
“Dentro do m-payment, a operadora pode ser meramente um tubo pelo qual a operação passa”, avalia Roberto Rittes, diretor da operação móvel e de novos negócios da Brasil Telecom. “Nós queremos ser mais do que um tubo, aumentando a funcionalidade do celular, além de ganhar clientes de outras operadoras com esta linha de negócios”, observa o executivo da BrT, que ainda pretende aliar o pagamento móvel ao programa de fidelidade da empresa.
A capilaridade, na opinião de Rittes, é um fator fundamental para gerar o volume rentável das operações de pagamentos móveis. E em sua opinião, a tendência é promover alianças com as empresas de cartões, que já dão conta do recado.
Na visão de Castonguay, essa busca pela capilaridade abre espaço para outros modelos de negócios, ainda não mencionados no Brasil. “Estamos esperando que ocorra um tipo de acordo em que as operadoras trabalhem a divulgação da logomarca com os grupos Mastercard e Visa impressa nos celulares e vençam a dificuldade inicial de entregar um determinado volume de transações, que será baixo, inicialmente”, aposta.
Após anos de testes, quando se observa os serviços de pagamentos móveis que já estão em prática hoje no Brasil, inovação tecnológica não é a primeira coisa que vem à mente.
Felizmente, em nome da praticidade e da usabilidade, as aplicações de m-payment estão calcadas em simples trocas de mensagens de texto (SMS), que podem depender ou não, de softwares pré-instalados nos terminais. Seria então a segurança um entrave para que o celular torne-se um meio de pagamento de massa no País?
Surpreendentemente não. Os envolvidos no pagamento móvel, incluindo as instituições financeiras que vivem assombradas pelas fraudes no internet banking, exibem tranquilidade ao demonstrarem as soluções adotadas para proteger o dinheiro móvel.
Autenticação prévia do aparelho e do correntista aliada ao uso de senhas, sistemas de confirmação e criptografia embutida nos chips de celulares GSM, os SIM Cards, têm sido as respostas para complementar as estruturas de segurança de dados do mobile banking, que devem ser aproveitadas nos serviços de pagamento.
A cultura de pagamento eletrônico ou provavelmente a cobrança pela conveniência da transação móveis seriam então os vilões da aplicação?
"Se avaliarmos que ainda hoje muitos brasileiros ainda preferem o dinheiro ou cheque ao cartão de plástico, a redução da barreira cultural de consumo é uma questão de tempo", observa Eduardo Chedid, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil.
Diante de uma base de 100 milhões de celulares e da aposta em micropagamentos, na opinião de Chedid, esta evolução do pagamento móvel pode ser muito mais rápida do que a curva de adesão ao e-commerce, hoje dependente de 6,8 milhões de consumidores das classes A e B, em um universo de 30 milhões de internautas.
Em usabilidade e tecnologia, a adoção do SMS pode ser uma boa saída para o pagamento móvel no País.
“Com a adoção do SMS, o Brasil segue a tendência adotada na Europa. Se as redes das operadoras entregarem qualidade de serviços de mensagens, o sistema brasileiro vai ficar interessante”, avalia Andy Castonguay, diretor de pesquisas de Consumo Digital e de Serviços Móveis do Yankee Group. “Mas isso não ajuda a acelerar a criação de um modelo de negócios”, lembra o consultor.
Sim. Esbarramos no modelo de negócios. Até que você consiga pagar o taxista com um simples torpedo pelo celular, bancos, operadoras, empresas de cartões, desenvolvedores de aplicativos, varejistas, empresas de e-commerce e outros envolvidos quebram a cabeça para definir quem ganha, quando ganha e quanto ganha com a sua corrida.
"O modelo ficou atrapalhado por conflitos e interesses e ainda não sabemos como isso vai funcionar", avalia Castonguay.
Como esperar e ponderar não pode ser mais a regra de negócios deste segmento, os envolvidos nos pagamentos móveis buscam modelos diferenciados sabendo que não há uma única resposta.
“A certeza que temos sobre este mercado hoje é de que não há certeza”, declara Chedid.
Partindo deste princípio e da criação de uma plataforma mundial de pagamentos móveis, no ano passado, a Visa, por meio da divisão de pagamentos eletrônicos VisaNet, tem ativado parcerias com bancos e operadoras em diversas frentes: pagamento de corridas de táxi, delivery, benefícios e varejo.
“Este não é um mercado homogêneo. O segredo é expandir de forma controlada e ver o modelo que se adequa a cada mercado”, observa Chedid, que espera em breve deixar os cartões de plástico em casa.
Aliando-se ou tornando-se independentes da cadeia de pagamentos móveis, outros players também buscam modelos diferenciados para levar o real ao celular do brasileiro.
Enquanto o HSBC saiu na frente com uma proposta de pagamento móvel aliada ao e-commerce independente de operadoras, a Oi seguiu seu rumo aliando-se à administradora de cartões, Paggo, e colocando seu serviço em prática.
Já o Banco do Brasil alia-se à VisaNet para iniciar a oferta de pagamentos móveis em junho deste ano e busca parcerias com operadoras. Entre as negociações mais avançadas está a proposta de inserção dos pagamentos móveis a um acordo firmado pelo BB no final de 2006 com a Brasil Telecom, para a oferta de linhas de crédito e cartões internacionais com a marca da operadora.
“Dentro do m-payment, a operadora pode ser meramente um tubo pelo qual a operação passa”, avalia Roberto Rittes, diretor da operação móvel e de novos negócios da Brasil Telecom. “Nós queremos ser mais do que um tubo, aumentando a funcionalidade do celular, além de ganhar clientes de outras operadoras com esta linha de negócios”, observa o executivo da BrT, que ainda pretende aliar o pagamento móvel ao programa de fidelidade da empresa.
A capilaridade, na opinião de Rittes, é um fator fundamental para gerar o volume rentável das operações de pagamentos móveis. E em sua opinião, a tendência é promover alianças com as empresas de cartões, que já dão conta do recado.
Na visão de Castonguay, essa busca pela capilaridade abre espaço para outros modelos de negócios, ainda não mencionados no Brasil. “Estamos esperando que ocorra um tipo de acordo em que as operadoras trabalhem a divulgação da logomarca com os grupos Mastercard e Visa impressa nos celulares e vençam a dificuldade inicial de entregar um determinado volume de transações, que será baixo, inicialmente”, aposta.

Enviado por xKuRt em 16/03/2007 às 18:05
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