Um a cada oito norte-americanos são viciados em Internet, diz estudo
Autor/fonte: France Presse
E-mail/Url: http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/afp/2006/12/11/ult3948u8.jhtm
11/12/2006 - 16h22
Um grupo de cientistas da prestigiada Universidade de Stanford (Califórnia, leste) descobriu que para um em cada oito americanos o uso da Internet está se tornando um problema.
Cerca de 14% dos usuários de Internet nos Estados Unidos mostram indícios de ciberdependência e acredita-se que esta seja a primeira amostragem em larga escala dos efeitos de uma exposição prolongada à rede mundial de computadores.
Dos entrevistados, 68,9% se descreveram como usuários regulares da Internet. Quase 6% disseram sentir que suas relações sofrem como resultado do longo tempo que passam conectados à rede, enquanto 14% consideraram difícil se manter muitos dias sem se contectar.
Tentam ocultar o uso não essencial da Internet cerca de 8,7% dos entrevistados, enquanto 3,7% disseram se sentir preocupados quando não estão conectados.
Pouco mais de 9% disseram usar a Internet como forma de fugir dos problemas e 12,4% afirmaram que quase sempre ficam conectados mais tempo do que pretendiam.
"Nos últimos três ou quatro anos, estamos vendo em nossas clínicas gente que vem dizendo que a Internet realmente começou a afetar suas vidas de forma negativa", disse à AFP Elias Aboujaoude, professor assistente do departamento de Psiquiatria de Stanford.
"Muitos foram demitidos do trabalho por uso excessivo da Internet, e seus cônjuges os ameaçaram com o divórcio", acrescentou.
"Primeiro, tentam justificar. Mas depois algo importante ocorre que os faz perceber a situação: o ato de indisciplina no trabalho, a demissão, a ameaça da mulher de deixá-los, e dão-se conta de que um comportamento aparentemente inocente os leva a um monte de problemas", insistiu.
Os sites na Internet que normalmente causam problemas não são necessariamente os mais óbvios.
Embora as apostas on-line e os sites de pornografia sejam muito populares, Aboujaoude advertiu que a ciberdependência poderia nascer de algo tão simples como revisar o correio eletrônico a cada cinco minutos, atualizar blogs (diários publicados na Internet) ou entrar em páginas de informações financeiras para ver o preço das ações.
A ciberdependência, que só tem sido tema de estudo recentemente, ainda não foi totalmente classificada como doença, disse Aboujaoude.
"O que podemos dizer com certeza é que para uma parte significativa da população há algumas bandeiras vermelhas que indicam um problema real", disse.
"Custa mais dizer que existe algo que se chama dependência da Internet", acrescentou.
Passar horas de solidão conectado na Internet é um indicador de que existe uma desordem de comportamento, acrescentou o especialista. "Alguém se conecta (à rede) porque tem ansiedade social e tem muitas dificuldades para interagir com as pessoas cara a cara, e passa horas on-line", reforçou.
"O mesmo ocorre com as pessoas que estão deprimidas, considerando incômodo sair de casa, e tudo o que fazem é ficar dentro de casa e jogar na rede", assegurou.
A possibilidade de ser capaz de recriar a personalidade em comunidades virtuais também pode causar problemas.
"Algumas vezes é difícil distinguir entre a vida virtual e a vida real. Pode ser um constante deslize para muita gente que usa estes sites", acrescentou Aboujaoude.
Um grupo de cientistas da prestigiada Universidade de Stanford (Califórnia, leste) descobriu que para um em cada oito americanos o uso da Internet está se tornando um problema.
Cerca de 14% dos usuários de Internet nos Estados Unidos mostram indícios de ciberdependência e acredita-se que esta seja a primeira amostragem em larga escala dos efeitos de uma exposição prolongada à rede mundial de computadores.
Dos entrevistados, 68,9% se descreveram como usuários regulares da Internet. Quase 6% disseram sentir que suas relações sofrem como resultado do longo tempo que passam conectados à rede, enquanto 14% consideraram difícil se manter muitos dias sem se contectar.
Tentam ocultar o uso não essencial da Internet cerca de 8,7% dos entrevistados, enquanto 3,7% disseram se sentir preocupados quando não estão conectados.
Pouco mais de 9% disseram usar a Internet como forma de fugir dos problemas e 12,4% afirmaram que quase sempre ficam conectados mais tempo do que pretendiam.
"Nos últimos três ou quatro anos, estamos vendo em nossas clínicas gente que vem dizendo que a Internet realmente começou a afetar suas vidas de forma negativa", disse à AFP Elias Aboujaoude, professor assistente do departamento de Psiquiatria de Stanford.
"Muitos foram demitidos do trabalho por uso excessivo da Internet, e seus cônjuges os ameaçaram com o divórcio", acrescentou.
"Primeiro, tentam justificar. Mas depois algo importante ocorre que os faz perceber a situação: o ato de indisciplina no trabalho, a demissão, a ameaça da mulher de deixá-los, e dão-se conta de que um comportamento aparentemente inocente os leva a um monte de problemas", insistiu.
Os sites na Internet que normalmente causam problemas não são necessariamente os mais óbvios.
Embora as apostas on-line e os sites de pornografia sejam muito populares, Aboujaoude advertiu que a ciberdependência poderia nascer de algo tão simples como revisar o correio eletrônico a cada cinco minutos, atualizar blogs (diários publicados na Internet) ou entrar em páginas de informações financeiras para ver o preço das ações.
A ciberdependência, que só tem sido tema de estudo recentemente, ainda não foi totalmente classificada como doença, disse Aboujaoude.
"O que podemos dizer com certeza é que para uma parte significativa da população há algumas bandeiras vermelhas que indicam um problema real", disse.
"Custa mais dizer que existe algo que se chama dependência da Internet", acrescentou.
Passar horas de solidão conectado na Internet é um indicador de que existe uma desordem de comportamento, acrescentou o especialista. "Alguém se conecta (à rede) porque tem ansiedade social e tem muitas dificuldades para interagir com as pessoas cara a cara, e passa horas on-line", reforçou.
"O mesmo ocorre com as pessoas que estão deprimidas, considerando incômodo sair de casa, e tudo o que fazem é ficar dentro de casa e jogar na rede", assegurou.
A possibilidade de ser capaz de recriar a personalidade em comunidades virtuais também pode causar problemas.
"Algumas vezes é difícil distinguir entre a vida virtual e a vida real. Pode ser um constante deslize para muita gente que usa estes sites", acrescentou Aboujaoude.

Enviado por xKuRt em 12/12/2006 às 07:38
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