A prática do formulário vale para o e-mail marketing?


Autor/fonte: Juliana Padron
E-mail/Url: http://www.virtualtarget.com.br
Tags: [ e-mail marketing ]



Digg del.icio.us

Uso de formulários em e-mail marketing sempre foi uma questão polêmica. É tentador imaginar que você poderia, através do formulário no e-mail, facilitar a atualização de dados cadastrais dos destinatários, promover sua participação em concursos culturais, solicitar suas respostas a pesquisas qualitativas e muitas outras possibilidades. Mas afinal, pode-se usar formulário ou não? Funciona? Pode caracterizar o e-mail como spam? Apesar de frustrar algumas pessoas, a resposta para todas essas perguntas é muito simples: sim... e não.

Os métodos "get" e "post"

O elemento form do HTML possui, entre alguns outros, o atributo method. Este, por sua vez, pode ser configurado com um entre dois valores: get e post. Geralmente, formulários de contato em sites da web utilizam post para enviar as informações inseridas nos campos para o servidor de destino. Formulários de campos de busca, por sua vez, geralmente, utilizam get para consultar a informação solicitada no servidor e retorná-la ao usuário.

Nada impede que um formulário de consulta utilize o método post e um formulário de cadastro - que poderia causar mudanças em uma base de dados - utilize o método get, mas essa não é uma prática de desenvolvimento recomendada.

Seja para gravar informações ou apenas consultar, o método get envia as informações dos campos através de parâmetros na URL. Isso significa que tudo o que for preenchido no formulário ficará visível no endereço, inclusive informações importantes e confidenciais que, porventura, forem solicitadas ao destinatário. Além disso, toda URL tem um limite de caracteres, o que torna inviável o preenchimento de diversos campos ou, ainda, de campos sem limitação de caracteres. Por isso, para enviar e gravar informações, o método post é mais seguro e impõe menos limitações.

Porém, por questões de segurança ao usuário, os programas de e-mail bloqueiam a funcionalidade de formulários configurados com o método post, justamente pelo fato do envio da informação através deste método poder causar a modificação de uma base de dados ou mesmo a assinatura de um serviço indesejado.

Assim, entendemos que o post não funciona em e-mails, nos restando apenas o get, mas somente para fazer consultas. Por isso, muitos remetentes optam por usar um formulário de busca no e-mail marketing, que consiste num recurso de usabilidade e oferece mais uma possibilidade ao destinatário de encontrar um determinado conteúdo no website do emissor da mensagem.

Javascript

Sabe-se também que as aplicações de e-mail não interpretam nenhum outro código diferente de HTML. Algumas simplesmente ignoram, outras, exibem o "código estranho" no meio do conteúdo, atrapalhando a comunicação principal.

Javascript é uma linguagem muito importante para a validação de campos de um formulário. Uma programação em javascript pode determinar a obrigatoriedade do preenchimento de determinado campo, criar máscaras para modificar a aparência de campos numéricos, quando preenchidos, indicar campos de conteúdo apenas numérico ou somente textual e diversas alternativas.

Porém, o fato das aplicações de e-mail não interpretarem outra codificação além do HTML, é um ponto contra o envio de e-mails que contenham formulários. Afinal, se um formulário não pode ter seus campos validados como obrigatórios, numéricos ou textuais, a probabilidade de recebê-los em branco ou, pior, com informações erradas, aumenta consideravelmente.

Avaliação de resultados

Outro ponto desfavorável é a impossibilidade de medir os resultados do envio com precisão. O sucesso do e-mail marketing é mensurado, principalmente, através dos cliques nos links da mensagem. Além de ajudar a segmentar a base por interesses, os cliques geram tráfego ao website e levam à conversão.

Então, se apenas os cliques nos links são mensuráveis, em um e-mail com formulário não será possível identificar, por exemplo, quem clicou em determinado campo ou quem parou de preencher em algum momento.

Porém, se a comunicação por e-mail direcionar o receptor da mensagem a um website que contenha o formulário, as métricas de pós-clique podem revelar todos os passos percorridos por ele, bem como mostrar se houve abandono do preenchimento.

Conclusão

Vimos que, teoricamente, é possível fazer funcionar um formulário enviado por e-mail utilizando o método get. Porém, se não há como garantir o preenchimento correto dos campos, a organização da informação enviada na base de dados e, muito menos, as métricas que trariam o retorno da ação, é praticamente inviável utilizá-lo como ferramenta de apoio em campanhas de e-mail marketing. Isso vale tanto para atualizar os dados cadastrais de um contato ou fazer pesquisas qualitativas.

Já o uso do formulário como ferramenta de consulta consiste num recurso de usabilidade funcional e altamente recomendado, que permite ao destinatário buscar qualquer informação desejada no website. Para disponibilizar um sistema de busca no e-mail, é importante garantir a eficácia e a eficiência no retorno dos resultados, senão, é melhor não arriscar.




Enviado por xKuRt em 15/06/2009 às 09:21


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