Octave - Programação científica no Linux - Parte 2


Autor/fonte: Cicero Julião da Silva Junior
E-mail/Url: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Octave-Programacao-cientifica-no-L...
Tags: [ octave ]



Digg del.icio.us

Normalmente Octave é usado interativamente por rodar o comando "octave" sem qualquer argumento. Uma vez iniciado, ele lê os comandos direto do terminal até dizermos a ele que terminamos. Outra possibilidade é indicar um nome de arquivo na linha de comando, e o Octave lerá e executará os comandos contidos nesse arquivo e então sairá quando terminar de ler.

Para ver as opções disponíveis e uma breve descrição, use o comando:

$ octave --help

Ou seu equivalente, "octave -h". Para sair do ambiente do Octave, basta usar um dos comandos "exit" ou "quit".

Opções na linha de comando

Aqui está uma lista de algumas das opções de linha de comando aceitas pelo Octave:

--debug
-d

Esta opção fará o Octave mostrar um turbilhão de informações sobre o que estiver acontecendo, e de forma geral não é muito útil. Porém se você estiver procurando por erros, poderá ser interessante.

--echo comandos

Este comando apenas mostra na tela o que for dado como argumento.

--help
-h

Mostra um pequeno arquivo de ajuda.

--interactive
-i

Força o comportamento interativo. Pode ser interessante quando estamos rodando o Octave via shell remoto ou dentro de um buffer do Emacs.

--path path
-p path

Indica o caminho do diretório para encontrar os arquivos com funções. O valor de "path" indicada no comando sobrescreverá o valor da variável OCTAVE_PATH encontrada no ambiente de desenvolvimento, mas não fará isso nos comandos para o Linux como um todo.

--silent
--quiet
-q

Não mostra as mensagens e os avisos de inicialização.

--version
-v

Mostra o número de versão do Octave.

Como obter ajuda

O texto do manual oficial do Octave, em sua totalidade, está disponível de dentro do prompt do Octave com o comando "doc". Além disso, podemos ver a documentação para funções individuais com o comando "help", como abaixo:

help comando

A linha acima mostrará o arquivo de ajuda para o comando indicado. Se usarmos o comando "help" sem argumentos, aparece no terminal uma lista de todos os operadores e funções disponíveis. Por exemplo, o comando "help doc" mostra a saída abaixo:

-- Command: doc FUNCTION_NAME
Display documentation for the function FUNCTION_NAME directly from
an on-line version of the printed manual, using the GNU Info
browser. If invoked without any arguments, the manual is shown
from the beginning.

For example, the command `doc rand" starts the GNU Info browser at
this node in the on-line version of the manual.

Once the GNU Info browser is running, help for using it is
available using the command `C-h".

See also: help.

Outra opção para ajuda é usar o comando "doc" seguido do nome da função que se deseja estudar. Por exemplo, o comando abaixo mostra informações sobre a função "eye":

doc eye

Edição de comandos

Já dissemos que o Octave usa o padrão do Emacs para edição de comandos. Vamos agora lembrar algumas das principais características para edição de comandos e histórico de comandos.

Os seguintes comandos servem para posicionar o cursor.

  • Ctrl + A - Move para o começo da linha;
  • Ctrl + E - Move para o fim da linha;
  • Ctrl + L - Move a tela inteira, deixando a linha atual no topo da tela;
  • Alt + F - Move uma palavra à frente;
  • Alt + B - Move uma palavra para trás;
  • Alt + R - Desfaz todas as alterações realizadas na linha de comando atual.


É claro que para movermos o cursor no terminal do Octave também podemos usar as teclas comuns "Home", "End" e as setas de nossos teclados. Um comando útil nesse ponto é "clc". É o similar ao "clear" do bash.

Os comandos abaixo servem para editar os comandos no prompt.

  • Ctrl + K - Deleta o texto a partir do cursor até o fim da linha;
  • Ctrl + Y - Cola o último texto deletado com a combinação de teclas acima;
  • Tab - Mesma função do bash para completar comandos;
  • Ctrl + P - Mostra o comando digitado anterior;
  • Ctrl + N - Mostra o comando digitado depois do atual, conforme a lista do "history" do Octave.


Outra característica interessante é o uso do comando "history". Se digitado sem argumentos, mostra na tela os comandos que já utilizamos. Mas também podemos usar da seguinte forma:

history -w arquivo

Fazendo conforme acima, o histórico de comandos irá para o arquivo indicado. Se quisermos ler tal arquivo do prompt, podemos usar:

history -r arquivo

Avisos de erro

Dependendo da situação, dois erros podem ser identificados pelo Octave. Um deles é o chamado "parse error". Ocorre quando o Octave não entende algo que você digitou. Veja um exemplo abaixo:

function f = 4*x^4 y = x^5; endfunction

Você obterá uma resposta parecida com o seguinte:

parse error:

function f = 4*x^4 y = x^5; endfunction
...............^

O erro acima ocorre pelo fato de entrarmos com duas expressões para a mesma declaração de função. O Octave indica o erro com o caractere "^", indicando o f pois ele é o primeiro argumento.

Outro tipo de erro é o chamado "erro em tempo de execução", pois ocorre quando o programa está rodando. Por exemplo, se tentarmos efetuar uma divisão por zero, teremos a resposta seguinte:

5/0
warning: division by zero
ans = Inf

Scripts em Octave

Provavelmente, após ler os meus dois artigos anteriores sobre o Octave, você já aprendeu a programar pelo menos o básico usando essa ferramenta científica. Agora você também pode escrever scripts do Octave. Se você ainda não lidou com scripts, pode pensar neles como sendo mini-programas, onde incluímos as tarefas que desejamos executar em determinado momento.

Scripts do Octave se mostrarão importantes principalmente quando desejamos escrever programas para usuários realizar tarefas mesmo sem conhecer a linguagem do Octave. Ou ainda, para os cientistas de plantão, simulações computacionais devem ser realizadas, na sua maioria, sem intervenção do usuário durante a execução - o usuário apenas entra com os parâmetros iniciais e o programa cuida do restante da simulação.

Veja um exemplo: o famoso programa "Hello World!". Em um arquivo texto, escreva as seguintes linhas:

#! octave-nome-do-interpretador -qf
# um exemplo de script do Octave
clc
printf ("Hello, world!\n");

A primeira linha acima começa com " #! ". É isso o que indica o início de um script, e a expressão octave-nome-do-interpretador deve ser trocada pelo nome do interpretador de Octave instalado em sua máquina - normalmente basta colocar Octave aqui. Lembre: sem a expressão #! logo no início do arquivo, o script não funcionará.

A segunda linha começa com #, para indicar um comentário, algo que não será executado e serve apenas para o programador ler o código e compreender o que está acontecendo.

Agora use o comando chmod para tornar o arquivo executável:

$ chmod +x helloworld

Agora é só rodar o script usando o comando octave seguido do nome do arquivo:

$ octave helloworld

Inclusão de comentários

Um comentário, conforme explicado anteriormente, é um texto incluído em um programa para beneficiar os programadores, ou outros, que lerão o código. Um comentário não faz realmente parte de um programa. Podemos incluir comentários para explicar o objetivo de um programa e como ele funciona. Quase todas as linguagens de programação permitem a inclusão de comentários, e isso facilita muito a leitura e a compreensão de um programa que outros escreveram.

Em Octave, um comentário começa com um dos dois caracteres: # ou %. Daí em diante, o interpretador do Octave ignora o restante da linha. Por exemplo, podemos explicar o objetivo de algumas variáreis.

O comando "help" consegue ler o primeiro bloco de comentários em uma função. Isto significa que os usuários do Octave podem usar tal comando para obter os arquivos de ajuda de funções embutidas na linguagem, ou de funções escritas por terceiros.

Conclusão

É isso aí, mais algumas informações úteis sobre programação em Octave virão em breve. No próximo artigo da série veremos os tipos de dados suportados pelo Octave e como lidar com eles.




Enviado por xKuRt em 09/12/2008 às 09:07


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