O Flash como inimigo da usabilidade
Autor/fonte: Walmar Andrade
E-mail/Url: http://www.fatorw.com/2006/04/21/flash-inimigo-da-usabilidade
Tags: [ usabilidade ]
Tomei conhecimento esta semana de um experimento bastante interessante realizado pela Disney durante a construção de seu website. Em dois modelos de site, um feito em Flash e outro em HTML, foi designada uma tarefa qualquer para usuários. O resultado: no site em Flash, somente 16,7% dos usuários conseguiram completar a tarefa. No modelo em HTML, 75% atingiram o objetivo com êxito.
Screenshots dos sites da Disney em Flash e HTML
Não deveria ser surpresa para ninguém que o Flash, na grande maioria dos casos, reduz a usabilidade de um site. Isso acontece mais pelas características próprias do programa, que acabam incentivando o design centrado no desginer e o rompimento dos padrões de interação na web.
Abuso no design
O Flash é um deleite para os olhos. O programa oferece ao designer diversas maneiras de construir gráficos, transições, animações, som, etc. Tamanha oferta acaba corrompendo grande parte dos profissionais que utilizam a ferramenta, que cometem um dos maiores erros em deenvolvimento web: priorizar estética em detrimento da facilidade de uso.
Exemplo clássico é aquela animação de introdução com um botão “Skip intro” ao lado. Ou mesmo as transições de ver um site sendo montado na sua frente quando o que se busca é tão somente a informação. Não pode haver atraso de vida maior para os usuários.
Navegação afetada
Outro grande erro de grande parte dos sites em Flash é pensar que computador é televisão. Muitos projetos impõem uma ordem de navegação específica, impedindo que o usuário vá direto onde quiser e quando quiser.
E, depois dessa odisséia, quando o usuário finalmente acha o que deseja e tenta salvar o endereço no del.icio.us ou nos favoritos do navegador, mais frustração: não há deep links.
Rompimento com padrões de interação
O primeiro padrão de interação na web com que o Flash rompe é o do simples acesso. Não basta um navegador qualquer e uma conexão com a internet: é preciso ter um programa extra, um plug-in, para poder acessar um site em Flash.
Lógico, a maioria dos desenvolvedores coloca esse aviso na primeira página do site. Mas será que eles se perguntam se o usuário quer (e pode) baixar e instalar um programa somente para acessar aquele website? Ou seria melhor acessar o endereço do concorrente?
Por não ser um padrão HTML, o Flash também traz outros problemas para dificultar a vida dos usuários:
Prejuízo financeiro
É nesse ponto que você pode convencer aquele seu cliente que quer um site cheio de animaçõezinhas a desistir do Flash: o retorno do investimento é muito mais difícil de ser alcançado.
Primeiro, porque o uso do Flash restringe a abrangência do projeto, excluindo quem não tem o plugin, quem não interage com interfaces que fogem do padrão web e quem tem problemas de acessibilidade (nada menos que cerca de 25% dos usuários da internet).
Segundo, porque produzir e manter um site em Flash é mais caro. Não que os profissionais que dominam a ferramenta sejam mais valorizados, mas pelo fato de que o site produzido em Flash tem um tempo de produção geralmente muito maior do que um semelhante que segue padrões web, por exemplo. A atualização também é mais complicada, embora ultimamente tenha melhorado bastante.
Terceiro, o Flash tem uma péssima indexação em mecanismos de buscas como o Google se comparado com sites que seguem web standards. Mau posicionamento no Google também afeta diretamente o retorno que o website pode dar. O problema pode até ser contornado com AdWords, mas aí estará sendo gasto ainda mais dinheiro e também dificultando o retorno do investimento.
Por fim, porque mensurar a utilização dos sites em Flash também é mais complicado do que em HTML. Dificuldade na análise de métricas significa dificuldade para melhorar o site, logo resulta em menos acessos e menor retorno financeiro.
E ainda chamam isso de internet rica...
Screenshots dos sites da Disney em Flash e HTML
Não deveria ser surpresa para ninguém que o Flash, na grande maioria dos casos, reduz a usabilidade de um site. Isso acontece mais pelas características próprias do programa, que acabam incentivando o design centrado no desginer e o rompimento dos padrões de interação na web.
Abuso no design
O Flash é um deleite para os olhos. O programa oferece ao designer diversas maneiras de construir gráficos, transições, animações, som, etc. Tamanha oferta acaba corrompendo grande parte dos profissionais que utilizam a ferramenta, que cometem um dos maiores erros em deenvolvimento web: priorizar estética em detrimento da facilidade de uso.
Exemplo clássico é aquela animação de introdução com um botão “Skip intro” ao lado. Ou mesmo as transições de ver um site sendo montado na sua frente quando o que se busca é tão somente a informação. Não pode haver atraso de vida maior para os usuários.
Navegação afetada
Outro grande erro de grande parte dos sites em Flash é pensar que computador é televisão. Muitos projetos impõem uma ordem de navegação específica, impedindo que o usuário vá direto onde quiser e quando quiser.
E, depois dessa odisséia, quando o usuário finalmente acha o que deseja e tenta salvar o endereço no del.icio.us ou nos favoritos do navegador, mais frustração: não há deep links.
Rompimento com padrões de interação
O primeiro padrão de interação na web com que o Flash rompe é o do simples acesso. Não basta um navegador qualquer e uma conexão com a internet: é preciso ter um programa extra, um plug-in, para poder acessar um site em Flash.
Lógico, a maioria dos desenvolvedores coloca esse aviso na primeira página do site. Mas será que eles se perguntam se o usuário quer (e pode) baixar e instalar um programa somente para acessar aquele website? Ou seria melhor acessar o endereço do concorrente?
Por não ser um padrão HTML, o Flash também traz outros problemas para dificultar a vida dos usuários:
- As fontes (oh, como os Flash designer adoram aquelas bitmaps fonts de 8 pixels!) não podem ser aumentadas pelo zoom do navegador;
- O botão Voltar, na maioria dos casos, não funciona;
- Os links coloridos indicando o que já foi visitado também não prestam;
- A busca interna na página dificilmente funciona;
- O usuário não consegue traduzir o texto para sua língua usando ferramentas como o Google Translate.
Prejuízo financeiro
É nesse ponto que você pode convencer aquele seu cliente que quer um site cheio de animaçõezinhas a desistir do Flash: o retorno do investimento é muito mais difícil de ser alcançado.
Primeiro, porque o uso do Flash restringe a abrangência do projeto, excluindo quem não tem o plugin, quem não interage com interfaces que fogem do padrão web e quem tem problemas de acessibilidade (nada menos que cerca de 25% dos usuários da internet).
Segundo, porque produzir e manter um site em Flash é mais caro. Não que os profissionais que dominam a ferramenta sejam mais valorizados, mas pelo fato de que o site produzido em Flash tem um tempo de produção geralmente muito maior do que um semelhante que segue padrões web, por exemplo. A atualização também é mais complicada, embora ultimamente tenha melhorado bastante.
Terceiro, o Flash tem uma péssima indexação em mecanismos de buscas como o Google se comparado com sites que seguem web standards. Mau posicionamento no Google também afeta diretamente o retorno que o website pode dar. O problema pode até ser contornado com AdWords, mas aí estará sendo gasto ainda mais dinheiro e também dificultando o retorno do investimento.
Por fim, porque mensurar a utilização dos sites em Flash também é mais complicado do que em HTML. Dificuldade na análise de métricas significa dificuldade para melhorar o site, logo resulta em menos acessos e menor retorno financeiro.
E ainda chamam isso de internet rica...

Enviado por xKuRt em 05/11/2007 às 07:22
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