Crianças brasileiras são as que mais usam a Internet e celulares no mundo, diz pesquisa


Autor/fonte: UOL
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Tags: [ crianças ] [ brasil ]



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29/10/2007 - 12:30

As crianças brasileiras são as que mais usam a Internet no mundo. Elas possuem em média 12 amigos virtuais que nunca encontraram. São elas também as que ocupam o primeiro lugar no ranking dos países que mais acessam a web 2.0 e o segundo lugar no ranking das que mais divulgam conteúdo próprio, de acordo com o canal de TV por assinatura infantil Nickelodeon, que realizou a pesquisa Playground Digital, com mais de sete mil crianças em 12 países – Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Holanda, Itália, Suécia, Alemanha, Índia, México, Japão, China e Brasil –, com idades entre 8 e 14 anos e com acesso à tecnologia, independente de classe social

Era obrigatório que cada criança tivesse acesso à pelo menos dois aparelhos, dentre os seis sugeridos - câmera digital, videogame, MP3 ou I-Pod, Internet, celular e pertencer a algum site de relacionamento. Foram mais de 300 horas de discussões em grupo, observação etnográfica e entrevistas quantitativas. “O interessante da pesquisa foi constatar como cada país usa a tecnologia de uma maneira diferente, apesar de as crianças terem acesso aos mesmos recursos”, diz Noel Gladstone, VP de pesquisas da MTV Networks Latin America e Nickelodeon Brasil. “No México, o celular é tido como um item de segurança, enquanto os brasileiros adoram o elemento social que a tecnologia digital oferece – tanto com celulares como com a Internet”, completa.

O levantamento mostra ainda que 86% das crianças brasileiras acessam a Internet três vezes ou mais por semana. A média mundial é 70%. Também são as que mais usam celulares no mundo. 81% das crianças brasileiras afirmam que utilizam o celular três ou mais vezes por semana, 50% a mais do que as crianças japonesas. A garotada brasileira também está em segundo lugar no ranking das que mais visitam sites de relacionamento (67%), atrás apenas da China (79%). A Itália vem em terceiro lugar (53%), seguida da Suécia (47%), Inglaterra (34%), Austrália (25%) e Japão (2%).

Esse estudo não é apenas uma pesquisa sobre tecnologia. Ele tem como objetivo entender como ela influencia o estilo de vida dessa geração e como reage emocionalmente a tudo isso. Playground Digital mostra como e por que as crianças usam as tecnologias.

“As crianças continuam as mesmas de anos atrás. Só que, há quinze anos, escreviam suas experiências em diários pessoais. Hoje, escrevem e publicam em blogs”, diz Beatriz Mello, responsável pelo departamento de pesquisas da Viacom Networks Brasil. Segundo ela, os perigos de vida das grandes cidades também continuam os mesmos de anos atrás, só que, com a tecnologia, avançaram para outros campos. “Aquela tão conhecida frase ‘não fale com estranhos’, serve também para os dias de hoje, só que em vez de as crianças não deverem falar só com estranhos na porta da escola, elas estão conscientes de que não devem falar com estranhos na Internet”, acrescenta Beatriz Mello.

Constatações da pesquisa

  • Crianças continuam sendo crianças. Elas continuam com as mesmas necessidades de quinze anos atrás – divertir-se, usar a imaginação, expressar-se, comunicar-se – só que a tecnologia facilitou e mudou o jeito de elas se relacionarem. Hoje, elas fazem contatos com pessoas de diferentes raças, cores e religiões. Elas têm contato com a diversidade;
  • A tecnologia tem ajudado as crianças a terem mais amigos. A relação nem sempre é face a face. Elas mantêm mais contato com amigos que mudaram de cidade ou de escola. 60% concordam que amigo é aquele com que se pode manter contato e é fácil de ser localizado. 89% concordam que sites de relacionamento as ajudam a manter suas amizades;
  • Existe uma linguagem própria trazida pela tecnologia, falada apenas pelas crianças. Web 2.0 nem sempre faz sentido e sim expressões como “navegar na Internet”, “fazer download” ou “enviar um scrap”;
  • A TV continua sendo a tecnologia que mais amam e usam. É a única que usam de maneira exclusiva, quando pretendem relaxar. É também a plataforma que a impulsiona a buscarem conteúdos em outros meios;
  • As crianças são multiconectadas e conseguem realizar várias tarefas ao mesmo tempo. A tecnologia faz com que sejam mais versáteis.


De todas as crianças entrevistadas, 68% dizem que a primeira coisa que fazem quando ligam o computador é entrarem no MSN e checarem quem está conectado, 58% afirmam que falam mais coisas pelo MSN do que cara a cara e 45% dizem conhecer melhor os amigos via MSN. A música é um fator importantíssimo na vida das crianças e a relação entre MP3 player / PC e Música está cada vez mais forte. O número médio de músicas no MP3 de uma criança brasileira é 160; no computador, 850 e ela possui, em média, 36 CDs. 81% dos entrevistados ouvem música no computador; 78%, no aparelho de som; 73%, pelo rádio; 69%, no canal de TV de música; 62%, pelo rádio via Internet e 37% no celular.

As crianças brasileiras possuem, em média, 12 amigos virtuais que nunca encontraram. O ranking é liderado pela China, com 13 amigos virtuais. Brasil, China e México são os países onde as crianças têm mais amigos íntimos virtuais. “Apesar de as crianças brasileiras terem vários amigos virtuais, é importante ressaltar que o amigo virtual não substitui o real. Eles se completam. A criança ainda continua a brincar com seus amigos ‘reais’ e a encontrá-lo, inclusive, para navegarem juntos na Internet ou assistir à TV”, diz Mello. 89% concordam que sites de relacionamento como Orkut ajudam a manter as amizades. Mas elas tomam cuidado: 87% afirmam que checam o perfil de alguém antes de decidir se querem falar com ele ou vê-lo. E 58% concordam que falam mais coisas pelo MSN do que cara a cara.

As crianças brasileiras são as que possuem o maior número de amigos em sua lista do MSN, com uma média de 80 nomes. Na segunda posição, estão os holandeses, com 42 nomes.

Segurança e controle dos pais são os principais motivos pelos quais as crianças possuem celulares. 68% das crianças sentem-se seguras quando saem com celulares e 71% dizem que seus pais usam o celular para encontrá-los. Embora os pais sintam-se seguros quando os filhos usam celular, 26% das crianças sentem medo de terem seus celulares roubados, com Inglaterra, China, México e Brasil liderando o ranking dos países com crianças com mais medo de serem roubadas.

Globalmente, a média de números de telefone que cada criança possui em seu aparelho celular é 41. No Brasil, esse número é 48. Na China, 68; na Itália, 57; na Índia, 51. A maioria das crianças brasileiras usa celular para falar (99%) e mandar textos (95%). Outras funções bastante utilizadas são jogar (91%), tirar fotos (75%) e ouvir músicas (70%).

Surpreendentemente, o impacto do clima é importante no meio digital. Italianos, brasileiros e australianos usam o telefone celular para organizar encontros, enviar mensagens e tirar fotos dos amigos. Já as crianças do Norte da Europa têm uma relação mais técnica com a tecnologia. Entre os países abordados, os italianos são os que mais afirmam não poderem viver sem celular que tira foto e grava vídeo (55%) e os holandeses são os que mais amam TV (91%). As crianças alemãs não vivem sem e-mail (71%), porém são as que menos possuem amigos on-line.

Apesar dos avanços da tecnologia, a pesquisa constatou que as atividades das crianças de hoje no mundo não mudou em relação há 15 anos. No topo da lista dos programas favoritos está ouvir música (70%), seguido de assistir à TV ou sair com amigos (65%). Logo depois vem assistir a DVDs (60%), relaxar (60%), ir ao cinema (59%), acessar a Internet (56%), namorar (55%), comer (53%), divertir-se em casa (49%). Já entre as crianças brasileiras, a TV domina. 88% afirmam que realmente se divertem assistindo à TV. Em seguida aparece assistir a DVDs (83%) e ouvir música (82%).

A pesquisa revelou que a criatividade é uma qualidade forte atribuída às crianças brasileiras. O Brasil é o país que tem mais crianças visitando a web 2.0 (71%). Desse total, 38% inserem vídeos e os meninos gostam mais de web 2.0 do que as meninas. O segundo país que mais visita sites de conteúdo feito pelo próprio usuário é a China, com 67%, seguido de México (57%), Suécia (44%), Nova Zelândia (39%) e Austrália (37%). As razões pelas quais a garotada coloca vídeos na web 2.0 no Brasil são diversas: 59% dizem que gostam de dividir suas criações com os colegas, 55% acham bacana apresentar a todos idéias originais, 28% querem checar se suas criações fazem sucesso, 9% querem ter a chance de se tornar celebridade virtuais.




Enviado por xKuRt em 29/10/2007 às 17:57


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