xKuRt
28 May 2006, 05:47 PM
Ae, postem aí nesse tópico notícias relacionadas a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha e os futuros resultados dos jogos para que possamos discutir sobre eles aí. Começando:
Parreira afirma que recuperação de Ronaldo está "sob controle"
28/05/2006 - 16h16
Ronaldo evoluiu física e tecnicamente e não deve ter problemas para estar em forma na estréia da seleção brasileira na Copa do Mundo, dia 13, contra a Croácia. Quem afirma é o técnico Carlos Alberto Parreira.
"O Ronaldo está sob controle", afirmou o treinador neste domingo, mesmo dia no qual o atacante reclamou dos boatos sobre seu peso. "Vocês (jornalistas) já devem ter observado a melhora física e técnica do Ronaldo", completou Parreira.
O atacante do Real Madrid foi um dos destaques do time nos dois coletivos realizados até agora em Weggis. No sábado, marcou dois gols na vitória por 4 a 0 dos titulares contra os reservas. Neste domingo, Ronaldo atuou o primeiro tempo do jogo-treino contra o sub-20 do Fluminense e anotou um gol.
O "Fenômeno" se recuperou recentemente de uma lesão na coxa direita que o impede de atuar desde 8 de abril. Seu retorno deve acontecer na terça-feira, quando a seleção faz amistoso contra a seleção de Lucerna, em Basel.
Ronaldo mostrou certa irritação neste domingo ao ser questionado sobre sua forma física - segundo Parreira e o médico José Luiz Runco, o jogador se apresentou um pouco acima do peso e com percentual de gordura no corpo acima do ideal. Ambos frisaram, no entanto, que a situação do atacante não preocupava.
"O Ronaldo de 10 anos atrás é diferente do Ronaldo de hoje, ele ganhou muita massa (muscular)", observou Parreira. "Ele está forte, não adianta quer ver o Ronaldo de 1994 em 2006", completou.
De acordo com dados divulgados pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Association), Ronaldo ganhou 5kg desde a Copa de 2002, disputada na Coréia do Sul e no Japão. Há quatro anos o atacante do Real Madrid pesava 77kg - hoje estaria com 82kg.
Artilheiro do último Mundial, com oito gols, Ronaldo diz não se preocupar com a sua condição atlética. "Estou voltando de lesão, treinando com o grupo e tentando fazer o melhor. Não tenho que ficar obcecado com a minha situação. Vou deixar acontecer", frisou.
Segundo o preparador-físico Moraci Santa'Anna, a prioridade de Ronaldo é aumentar a sua capacidade aeróbica. Na primeira semana de treinamentos em Weggis, o centroavante foi submetido a longas corridas no gramado.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
28 May 2006, 05:48 PM
Curtas - Parreira explica como deve jogar o quadrado na defesa
O técnico Carlos Alberto Parreira tentou explicar o que ele entende por "melhorar um pouco a coordenação quando o time está sem a bola", único detalhe que segundo ele ainda não está pronto na seleção brasileira.
"Quem cair no quatro dois quatro (quatro defensores, dois no meio-campo e quatro atacantes) volta para casa mais cedo", disse ele, lembrando que as quatro pontas do quadrado mágico precisam voltar para fechar o meio-campo e ajudar na marcação assim que o Brasil perde a bola.
Descanso
Os jogadores da seleção terão descanso na manhã desta segunda-feira. Acabou a fase intensa dos treinos em dois períodos. Na segunda, o Brasil faz só o treino vespertino e na terça não treina, joga. O Brasil enfrenta o Lucerna às 20h30 (15h30 no horário de Brasília), no estadio Saint Jacobs, na Basiléia. Quarta-feira o Brasil também só treina na parte da tarde.
Video game
Robinho venceu Fred no duelo do video game. Apesar do atacante do Lyon ter prometido um sacode, acabou sacudido pelo colega. "Ele ganhou. Deve ter sido ele que mandou você perguntar isso. Deu zebra mas hoje (domingo) vou para cima dele de novo". Robinho não pôde ser ouvido sobre a vitória porque já estava na sala de musculação, onde a imprensa não tem acesso, quando Fred confessou sua derrota.
Irritação
Parreira se irritou com um jornalista que classificou de "confiança cristalizada" a definição em pedra e cal do time titular e a ausência de disputa por posições.
O treinador perguntou se o reporter tinha acompanhado as eliminatórias e a Copa da Confederações. "Minha confiança foi cristalizada em jogos oficiais. Tenho que formar um time. Existem treinadores que trabalham a vida inteira sem formar um time. O time começa desta forma. Não vou mudá-lo por causa dos treinamentos. Se ele não funcionar na competição aí eu mudo", disse.
Ansiedade
O técnico brasileiro compartilha da ansiedade de veteranos como Cafu e Roberto Carlos, que declararam à mídia a impaciência com a espera pelo início da Copa.
"Eu também estou doido para a Copa começar. Quero começar a competir", disse o treinador, que na mesma entrevista coletiva foi pessimista quanto às chances de título mundial de uma seleção dita emergente, da África ou da Ásia.
"Acho que a seleção da África do Sul poderá fazer uma boa Copa em 2010 (quando vai jogar em casa) mas acho que faltam algumas Copas antes de uma equipe africana ser campeã", declarou o brasileiro.
Fonte: Mario Andrada e Silva, da Reuters
xKuRt
30 May 2006, 08:41 AM
Seleção deixa "agito" e testa primeira semana de preparação
30/05/2006 - 07h36
Após uma semana de invasões, histeria, treinos físicos e coletivos em Weggis, a seleção brasileira enfrenta nesta terça-feira o FC Lucerna, na Basiléia, às 15h30 (horário do Brasil), no primeiro teste oficial na preparação da equipe antes da Copa do Mundo da Alemanha.
A inexpressividade do adversário não aflige a comissão técnica, que tem alegado desde o início da preparação que o importante é dar ritmo ao time. "A nossa prioridade é treinar, enquanto os nossos adversários estão preocupados em jogar", justificou Carlos Alberto Parreira.
O capitão Cafu acompanhou o discurso do treinador. "Vamos encarar [a partida] como um treino, e todo treino é válido. Se você enfrenta uma equipe forte e ganha por 3 a 0 acha que está tudo bem. Contra um time fraco o treinador consegue identificar e corrigir os erros".
A estratégia contrasta com a de alguns adversários no Mundial. A Croácia, primeira seleção a enfrentar o time de Parreira, dia 13, encarou recentemente a Argentina - venceu por 3 a 2. O Japão, terceiro rival, tem jogo agendado contra a Alemanha.
"Essa é a programação deles, a prioridade deles. Nós temos a nossa filosofia, que já deu certo outras vezes. No final, vamos ver quem irá prevalecer", comentou o técnico brasileiro.
Prestigiado dentro da filosofia brasileira, o Lucerna ganhou o Campeonato Suíço apenas uma vez e disputou a segunda divisão nas duas últimas temporadas. A equipe terá os reforços de Remo Meyer, que joga no Munique 1860, e Pirmin Schwegler, contratado pelo Bayer Leverkusen e que joga na seleção sub-21 da suíça.
Ambos começaram a carreira no clube, fato que causou um "ruído" quando o adversário brasileiro foi anunciado. A CBF divulgou que o jogo seria contra um combinado de Lucerna (cidade), enquanto os organizadores do evento alegavam se tratar de uma seleção do FC Lucerna, já que nem todos os jogadores relacionados têm contrato com o time suíço.
Parreira mandará a campo o time considerado ideal. Ronaldo, recuperado de uma lesão na coxa direita que o afastou dos gramados desde abril, está confirmado ao lado de Adriano no ataque.
"Vou aproveitar para aprimorar a parte física", disse o artilheiro, que nos últimos dias ironizou os comentários sobre seu peso. "Falam [a imprensa] que estou gordo porque é preciso criar sempre uma polêmica", atacou. A comissão técnica afirma que Ronaldo está próximo da forma ideal e que seus testes surpreenderam positivamente.
Levando à risco da idéia defendida pelo técnico, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) acertou para o dia 4 de junho duelo frente a Nova Zelândia, 118º no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol Association). Parreira entende que as características desse equipe servirão para preparar a seleção para o jogo contra a Austrália, o segundo rival no Mundial da Alemanha.
Em março, o Brasil já havia enfrentado outro rival menos cotado, ao menos atualmente. Numa Moscou gélida, a seleção fez seu único amistoso no ano até aqui contra a Rússia, 37ª colocada no ranking da Fifa e que foi batida por 1 a 0, gol de Ronaldo. O duelo foi acertado pela companhia de bebidas Ambev, parceira comercial da CBF e que, por contrato, tem o direito de agendar um jogo por ano.
F.C. Lucerna
Zibung; Calapes, Bader, Dal Santo e Nordine; Izzo, Kuhl, Sucic e Andreoli; Tchouga e De Napoli
Técnico: Ciri Sforza
Brasil
Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Adriano e Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Horário: 15h30 (horário de Brasília)
Local: estádio Sankt Jakob Park, na Basiléia (SUI)
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
4 Jun 2006, 03:15 PM
Seleção vence combinado de Lucerna por 8 a 0
Terça, 30 de maio de 2006, 17h21
O amistoso desta terça-feira, contra o combinado de Lucerna, confirmou o que vinham mostrando os treinamentos da Seleção Brasileira na Suíça: a proposta é jogar nos contra-ataques. Mesmo enfrentando um frágil adversário, o time esperou os momentos certos para ir à frente e golear por 8 a 0, no estádio St. Jakobs, em Basel.
Geralmente adepto dos esquemas que valorizam a posse de bola, o técnico Carlos Alberto Parreira se rendeu às características dos jogadores e resolveu apostar na transição rápida ao ataque. "Todas as vezes que avançamos em velocidade, criamos problemas para o adversário", afirmou.
Foi assim que o Brasil abriu 3 a 0 no primeiro tempo. Ainda que sem muita responsabilidade e abusando dos toques de letra contra um adversário que não apresentava resistência, a equipe foi construindo as oportunidades e convertendo boa parte delas.
O primeiro gol foi de Kaká, que concluiu contragolpe iniciado por Ronaldinho e trabalhado por Ronaldo e Adriano. Ainda antes do intervalo, Adriano e Ronaldo aproveitaram a fragilidade defensiva do combinado de Lucerna para ampliar.
Parreira, que preferiu manter o time no início do segundo tempo, viu Ronaldo e Lúcio balançarem as redes antes que os reservas entrassem em campo. Aos 19min, Robinho, Ricardinho, Juninho Pernambucano e Edmílson substituíram Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Zé Roberto.
A seqüência de gols não parou por aí. Juninho, de falta, Robinho, em belo chute de fora da área, e Adriano, em jogada de categoria dentro da área, completaram a goleada. A Seleção Brasileira volta a campo no domingo, quando encara a Nova Zelândia, em Genebra.
O jogo
A Seleção Brasileira começou a partida em ritmo lento e levou um susto aos 8min, em boa jogada de Righetti. O lateral da equipe local cruzou da direita e aproveitou o corte ruim de Emerson para bater rasteiro e exigir boa defesa de Dida.
Foi o único lance de perigo de uma equipe que não tinha condições de encarar o Brasil. Aos poucos, o time de Carlos Alberto Parreira foi colocando sua proposta em prática e achando espaços na defesa adversária.
O primeiro contra-ataque de perigo foi concluído por Cafu e testou o goleiro Zibung, aos 8min. Sete minutos depois, Zé Roberto puxou o time em velocidade à frente e lançou para Cafu. O lateral cruzou para Kaká, que acertou o travessão.
Não demoraria, no entanto, para o camisa 8 balançar as redes. Aos 19min, Ronaldinho roubou a bola na defesa e lançou para Ronaldo. O atacante tocou para Adriano, que rolou para Kaká bater cruzado e abrir o placar.
O gol serviu para abrir a defesa do combinado de Lucerna para mais contragolpes. Até Lúcio se aventurou na frente e só não deixou sua marca aos 28min porque o goleiro Zibung fez defesa cara-a-cara.
Depois de mais algumas oportunidades desperdiçadas e um lance curioso, no qual Ronaldinho chutou o árbitro assistente, e não a bola na cobrança de escanteio, o Brasil chegou ao segundo gol. Aos 37min, Ronaldo dominou na área e bateu na trave. No rebote, Kaká cruzou para Adriano marcar de cabeça.
Cinco minutos depois, Kaká roubou a bola na intermediária defensiva e lançou Ronaldo. O artilheiro da última Copa do Mundo teve apenas o trabalho de tocar de perna esquerda na saída do goleiro.
No segundo tempo, o panorama não foi alterado. A equipe titular permaneceu completa em campo por mais vinte minutos e balançou as redes mais duas vezes antes que começasse a seqüência de alterações.
Aos 13min, Adriano roubou a bola da defesa e deixou com Zé Roberto, que deixou Ronaldo sem goleiro para marcar. Dois minutos depois, após cobrança curta de escanteio, Emerson tocou na área para Lúcio, que bateu na saída do goleiro para ampliar.
Aos 19min, Parreira mexeu bastante na equipe. Robinho, Ricardinho, Juninho Pernambucano e Edmílson substituíram Ronaldo, Ronaldinho, Ricardinho e Zé Roberto. Juninho, aos 25min, Robinho, aos 32min, e Adriano, aos 40min, fizeram belos gols e fecharam a contagem.
Ficha técnica
Brasil 8 x 0 Combinado de Lucerna
Equipes:
Brasil
Dida
Cafu (Cicinho)
Lúcio
Juan
Roberto Carlos (Gilberto)
Emerson (Gilberto Silva)
Zé Roberto (Edmílson)
Kaká (Juninho)
Ronaldinho (Ricardinho)
Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Combinado de Lucerna
Zibung (Grego)
Dal Santo (Nordine)
Lambert
Mehmeti
Diethelm
Righetti (Makuka)
Andreoli (Malige)
Meyer (Bader)
Schwegler (De Napoli)
N'Tiamoah
Tchouga (Ratinho)
Técnico: Thomas Wyss
Gols:
19min - 1° tempo - Kaká
37min - 1° tempo - Adriano
42min - 1° tempo - Ronaldo
13min - 2° tempo - Ronaldo
15min - 2° tempo - Lúcio
25min - 2° tempo - Juninho
32min - 2° tempo - Robinho
40min - 2° tempo - Adriano
Local: Estádio St. Jakobs, em Basel (Suíça)
Árbitro: Claudio Circhetta (SUI)
Fonte: Allen Chahad, Antonio Prada, Sérgio Loredo, Wanderley Nogueira, do Terra
xKuRt
4 Jun 2006, 03:15 PM
Brasil vence último amistoso de preparação e chega 100% à Copa
04/06/2006 - 14h54
Mesmo ainda distante do ápice de seu futebol, a seleção brasileira derrotou com facilidade a Nova Zelândia por 4 a 0 neste domingo no estádio de Genebra, na Suíça, no último jogo de preparação antes de estréia na Copa. Com isso, chega com 100% de aproveitamento na fase de amistosos pela primeira desde 1962.
Adriano, autor do segundo gol brasileiro, disputa bola com marcador adversário
Na preparação para o Mundial do Chile, a seleção que viria a conquistar o bicampeonato ganhou todas as seis partidas de preparação (contra Paraguai, Portugal e País de Gales, duas vezes cada uma). Neste ano, a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira não desperdiçou pontos nos testes contra Rússia, Lucerna e Nova Zelândia.
Mesmo com o desfecho favorável da fase de preparação, a seleção brasileira mostrou estar taticamente longe do ideal. O fato que mais evidencia essa constatação é o problema de falta de entrosamento do quarteto ofensivo.
A Nova Zelândia, 118ª seleção no ranking da Fifa, que nas eliminatórias da Oceania ficou em terceiro lugar, atrás de Austrália e Ilhas Salomão, conseguiu dificultar a criação ofensiva da seleção, principalmente na etapa inicial.
Mesmo com a fragilidade técnica do adversário, a seleção de Carlos Alberto Parreira encontrou dificuldades no setor criativo do meio-campo, com os membros do quarteto ofensivo sem liberdade para pensar diante da marcação. Por isso, a alternativa inicial foi usar as laterais do campo com Cafu e Roberto Carlos. Os dois veteranos foram os principais finalizadores da equipe no primeiro tempo.
Do quarteto ofensivo, o membro que mostrou mais mobilidade foi Kaká. Foi através de uma jogada individual do meia que o Brasil abriu o placar no final do primeiro tempo, com a conclusão de jogada de Ronaldo. O meia também anotou o seu no final do jogo.
No segundo tempo, depois de Ronaldo deixar o jogo com bolhas no pé esquerdo deixadas por sua chuteira, o quarteto ganhou velocidade com Robinho, mas teve pouca evolução em objetividade.
Com a fase de amistosos concluída, o grupo brasileiro se instalará a partir deste domingo na cidade Königstein, próxima a Frankfurt, onde ficará durante parte da primeira fase da Copa do Mundo.Nesta segunda-feira, os jogadores ganharam um dia de descanso.
Antes da estréia na Copa contra a Croácia no dia 13 de junho em Berlim, a expectativa é que Parreira concentre os treinos finais de preparação em fundamentos técnicos e na parte tática.
O jogo
No primeiro momento de liberdade com a bola no ataque, aos 2min do primeiro tempo, Roberto Carlos recebeu de Adriano na esquerda e arriscou o chute cruzado de fora da área, exigindo grande defesa do neozelandês Glen Moss.
Nos instantes seguintes, a Nova Zelândia demonstrou poder de marcação eficiente, que dificultou o acesso brasileiro à área. Por isso, a segunda chance de gol acabou saindo em disparo de fora da área de Zé Roberto, que passou acima do travessão.
Apesar de dominar a posse de bola, o Brasil apresentava dificuldade de criação, em razão da marcação adversária. Assim, somente aos 23min o time de Parreira voltou a ameaçar o gol adversário, quando, num contra-ataque, Roberto Carlos inverteu o jogo para Cafu, que, livre na área, bateu em cima do goleiro Moss.
Cafu, três minutos depois, recebeu cruzamento de Kaká e bateu alto, por cima do gol. Com o quarteto ofensivo esboçando mais desenvoltura, a seleção voltou a concluir aos 28min, quando Adriano finalizou rasteiro depois de receber passe de Ronaldo.
Mais uma vez Cafu. Aos 34min, o lateral-direito brasileiro foi acionado na direita e centrou na área. A bola chegou à cabeça de Ronaldo, que desviou por cima do gol. Três minutos depois, Ronaldinho apareceu no jogo em cobrança de falta desviada pela zaga adversária para escanteio.
O gol brasileiro enfim saiu aos 42min, quando Kaká se aventurou em jogada individual pela ponta direita, passou pela marcação e centrou para o meio da área. Em seguida, Ronaldo girou e mandou para as redes em finalização de perna direita.
Jogadores brasileiros comemoram gol na vitória deste domingo contra a Nova Zelândia
Dois minutos depois, Ronaldo quase marcou o segundo gol, ao ser lançado atrás da zaga e tocar por cobertura na saída do goleiro. A bola acabou se chocando com a trave esquerda.
O segundo tempo começou com a Nova Zelândia assustando, em uma desatenção da defesa brasileira. Depois da saída em falso de Dida, Coveny só não marcou por causa da intervenção de cabeça de Lúcio.
Aos 5min, Robinho, substituto de Ronaldo, fez boa jogada e serviu Adriano, que, em seu lance característico, armou o disparo de perna esquerda e bateu forte para fazer 2 a 0.
O Brasil ampliou com Kaká aos 40min. O meia arrancou sozinho pela direita, venceu a marcação na corrida e tocou rasteiro na saída do goleiro.
A vitória foi selada já nos descontos, quando Juninho recebeu em profundidade nas costas da marcação e tocou com categoria na saída do goleiro adversário.
Brasil 4 x 0 Nova Zelândia
Brasil
Dida; Cafu (Cicinho), Lúcio, Juan e Roberto Carlos (Gilberto); Émerson (Gilberto Silva), Zé Roberto (Juninho Pernambucano), Kaká e Ronaldinho Gaúcho (Ricardinho); Adriano e Ronaldo (Robinho)
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Nova Zelândia
Glen Moss; Chris Bouckenoghe, Noah Hickey, Danny Hay (Bunce / De Gregorio) e Steven Old; Ivan Vicelich, Jeremy Christie (Brown), Leo Bertos e David Mulligan (Smith); Vaughan Coveny (Brockie) e Chris Killen
Técnico: Ricki Herbert
Data: 04/06/2006 (domingo)
Local: estádio de Genebra (SUI)
Árbitro: Jerome Laperriere (SUI)
Gols: Ronaldo, aos 42min do primeiro tempo; Adriano, aos 5min; Kaká, aos 40min; Juninho, aos 47min do segundo tempo
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
15 Jun 2006, 11:39 AM
Brasil vence Croácia com talento de Kaká e defesas de Dida
14/06/2006 17:43:53
A Seleção Brasileira estreou vencendo na Copa do Mundo da Alemanha: derrotou a Croácia, por 1 x 0 (veja o gol), nesta terça-feira, no estádio Olímpico, em Berlim, gol de Kaká aos 41 minutos do primeiro tempo. O talento do craque do Milan e as boas defesas de Dida na etapa final foram fundamentais para a vitória da equipe de Carlos Alberto Parreira. Ronaldinho Gaúcho teve atuação regular e o ataque, formado por Ronaldo e Adriano, foi muito mal, parado na frente, impedindo que o “quadrado mágico“ se destacasse. Ao contrário dos laterais Cafu e Roberto Carlos, que mostraram disposição e tiveram boa atuação.
O Brasil divide a liderança do grupo F do Mundial com a Austrália, que na segunda-feira superou o Japão, por 3 x 1, em Kaiserslautern. Os brasileiros voltam a jogar no próximo domingo, às 13h (de Brasília), em Munique, contra os australianos, enquanto os croatas pegam os japoneses, no mesmo dia, às 10h, em Nuremberg. A equipe de Parreira finaliza sua participação na primeira fase do torneio no dia 22, contra o Japão, em Dortmund, às 16h.
A Seleção começou a partida buscando as jogadas principalmente pelo lado de Roberto Carlos. Foi do lateral, o primeiro chute ao gol ainda no minuto inicial, mas a conclusão de pé direito saiu torta. Com uma boa marcação no meio-campo, a equipe brasileira não concedia muitos espaços aos croatas, que atacavam apenas pelo lado esquerdo, onde o atacante Prso atuava como praticamente um ponta-esquerda.
A pouca mobilidade da dupla de ataque do Brasil fez com que o time tentasse apenas chutes de fora da área. Foi assim aos oito, quando Kaká finalizou à esquerda do gol de Pletikosa, depois de toque de Adriano. O primeiro grande momento dos pentacampeões apareceu aos 14. Roberto Carlos arriscou de longe e Pletikosa colocou para córner. Após a cobrança, Ronaldinho Gaúcho chutou cruzado do bico esquerdo da área, mas o goleiro croata de novo apareceu bem e tocou para escanteio. O melhor do mundo cobrou e Roberto Carlos emendou, mas sem direção.
Os croatas chegaram duas vezes. Aos 22, Niko Kranjcar, filho do treinador, chutou à direita de Dida, e aos 26, foi a vez de Klasnic girar e completar de canhota, mas a bola desviou em Lúcio e foi para fora. Discretíssimo, parado entre os zagueiros, Ronaldo, que fazia sua 100ª partida pela Seleção principal, só apareceu aos 31, ao tabelar com Kaká na frente da área. O craque do Milan foi puxado pela camisa, em falta mal cobrada por Ronaldinho Gaúcho, na barreira.
Cafu, que no início se limitou a marcar Prso, começou a atacar e aos 39 obrigou Pletikosa a fazer segura defesa em arremate pelo lado direito. Aos 41, o treinador Zlatko Kranjcar fez a primeira aletaração, tirando Niko Kovac, que sentia dores nas costelas do lado direito, e colocando Jerko Leko. Cafu gostou de poder voltar a apoiar e foi por seu lado que saiu o gol brasileiro. Aos 43, ele recebeu de Emerson e arrancou até passar para Kaká, que ajeitou e bateu de canhota. Golaço. Brasil 1 x 0.
Os croatas voltaram para a etapa final bem mais ofensivos e criaram duas boas chances antes dos dez minutos. Aos cinco, Prso driblou Juan e chutou antes da chegada de Lúcio, Dida defendeu com dificuldades e Lúcio afastou. Aos oito, Niko Kranjcar arriscou de longe, a bola bateu em Klasnic, que girou e arrematou forte, mas Dida estava bem colocado. Aos dez, o Brasil foi bem ao ataque. Kaká, sempre ele, fez a jogada e rolou para Ronaldo, que mandou um chutaço, rente ao travessão, em seu único momento de destaque.
O treinador croata mudou de novo e pôs Olic na vaga de Klasnic. O Brasil chegou muito bem ao 16. Cafu partiu pela direita e cruzou para Ronaldinho Gaúcho, que cabeceou para linda defesa de Pletikosa. Aos 22, a Croácia deu o troco. Olic fez boa jogada pela esquerda, cortou Lúcio, mas Juan salvou a córner. Depois da cobrança, Srna chutou por cima.
Parreira cansou da pouca mobilidade dos atacantes e aos 23 colocou Robinho no lugar de Ronaldo. Dida voltou a aparecer bem aos 25, ao defender um chute de Babic, que estava livre na área. O troco veio rápido e Kaká chutou à direita do gol de Pletikosa, na seqüência, O Brasil passou a ser mais presente no ataque e Adriano quase marcou aos 28, ao tocar para fora, sozinho, após boa jogada e chute errado de Robinho.
Os brasileiros venciam, mas quem fazia a festa na arquibancada era a enorme torcida croata. Aos 40, um deles, mais exaltado invadiu o gramado, em clara falta de segurança no estádio. Aos 43, Olic cruzou e Niko Kranjcar cabeceou por cima do gol.
Brasil 1 x 0 Croácia
Data: 13/06/2006 (Terça-feira)
Local: Estádio Olímpico, em Berlim (ALE)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Assistentes: José Ramirez (MEX) e Héctor Vergara (CAN)
Cartões Amarelos: Emerson (BRA); Niko Kovac, Robert Kovac e Tudor (CRO)
Gol: Kaká aos 43 minutos do primeiro tempo.
Brasil: Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo (Robinho).
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Croácia: Pletikosa, Simic, Robert Kovac e Simunic; Srna, Tudor, Niko Kovac (Jerko Leko), Niko Kranjcar e Babic; Prso e Klasnic (Olic)
Técnico: Zlatko Kranjcar
Fonte: Agência Placar
xKuRt
15 Jun 2006, 11:39 AM
Ronaldo diz que está pronto para jogar, mas aceitaria banco
15/06/2006 - 11h22
Ronaldo, enfim, falou. Calado desde o final da vitória sobre a Croácia, em que teve uma de suas piores atuações em Copas do Mundo, o atacante fez nesta quinta-feira uma autocrítica sobre seu desempenho, revelou que aceitaria o banco de reservas, mas se diz pronto para o jogo contra a Austrália. Sobre o mal-estar de ontem, que o levou a fazer exames em uma clínica em Frankfurt, Ronaldo disse que "hoje está bem melhor".
"A CBF deixou claro no seu site para a gente evitar qualquer tipo de especulação. No dia de folga (ontem) me senti indisposto, com um mareio. Falei para o médico, a gente foi para o hispital fazer uma série de exames. Não foi encontrado nada de anormal. É uma tranqüilidade a mais que a gente precisava. Hoje, me encontro bem melhor", disse o atacante.
Na manhã desta quinta, Ronaldo, acompanhado por Cafu e por membros da comissão técnica -inclusive Parreira-, realizou exercícios na academia localizada ao lado do hotel da seleção, em Königstein. "Hoje de manhã já teve um trabalho bom de bicicleta ergométrica e musculação. Hoje à tarde vou treinar. Já estou pronto para o jogo. Só penso no jogo", revelou o atacante.
Ronaldo disse também que tomou remédios -sem especificar quais- ontem, apenas. "Hoje não tomei nenhum remédio. Procuramos nos cercar de toda informação que pudéssemos para assegurar que não tinha nada de grave, nada que pudesse me incomodar. E hoje me sinto bem melhor".
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
15 Jun 2006, 08:04 PM
Alemanha, Equador e Inglaterra garantem classificação
15/06/2006 - 18h31
A Copa-2006 conheceu nesta quinta-feira os primeiros classificados para as oitavas-de-final. Alemanha, Equador e Inglaterra carimbaram passaporte para a segunda fase da competição.
Os dois primeiros classificados foram definidos logo na abertura da rodada, com a vitória do Equador por 2 a 0 sobre a Costa Rica.
O resultado deixou a equipe sul-americana e a anfitriã Alemanha empatadas na liderança do Grupo A com seis pontos e sem a possibilidade de serem alcançadas pelos outros times do grupo (Polônia e Costa Rica) na última rodada.
"Ainda não temos nada. Vamos até onde der, até o fim", afirmou o atacante equatoriano Tenorio. "Estou muito feliz, é uma felicidade que eu nem consigo conter ou explicar", completou.
Agora Equador e Alemanha disputam o primeiro lugar do grupo no duelo marcado para a próxima terça-feira, às 11h (horário de Brasília), em Berlim.
Já a Inglaterra sofreu bem mais para garantir sua classificação. A equipe venceu Trinidad e Tobago por 2 a 0, com dois gols no fim do jogo, marcados por Crouch e Gerrard, e agora lidera o Grupo B com seis pontos.
"Achavam que íamos passear nesta partida, mas Trinidad estava com onze atrás. Nós nunca desistimos. Esta é a mensagem que sempre tentamos passar. Sabíamos que não ia ser fácil, mas que venceríamos se mantivéssemos nosso plano de jogo. O melhor de tudo é que terminamos a partida com força", disse Beckham à ITV Sport, logo após o jogo.
O time decidirá na próxima rodada, no duelo contra a Suécia, também marcado para a próxima terça-feira, em Colônia, às 16h (horário de Brasília).
Os suecos têm quatro pontos e ainda podem ser eliminados, caso percam para a Inglaterra e Trinidad e Tobago vença o Paraguai. O time sul-americano não tem chances de classificação.
Fonte: UOL
xKuRt
17 Jun 2006, 07:49 PM
De olho na vaga, Brasil testa "operação salva-Ronaldo"
17/06/2006 - 18h31
Depois de tantas atribulações, Ronaldo tem o socorro dos companheiros.
Todos por Ronaldo. Recuperar o atacante e artilheiro da última Copa do Mundo é tão importante para a seleção quanto a partida deste domingo contra a Austrália, às 13h (horário de Brasília), em Munique.
Em má fase técnica e física, o maior destaque da equipe nos dois últimos Mundiais já começa a ser questionado e pode perder a condição de titular caso repita a apagada atuação que teve diante da Croácia.
O jogo frente aos australianos é considerado ideal para a redenção do "Fenômeno", substituído em Berlim por Robinho aos 23min do 2º tempo. O adversário não tem o mesmo nível do anterior -- ocupa o 42º lugar no ranking da Fifa, enquanto os croatas estão na 23ª posição --, não existe mais o fator "estréia" e a vitória pode deixar o Brasil muito perto das oitavas-de-final.
Para se classificar neste domingo, a seleção precisa vencer e torcer por um empate entre Japão e Croácia, que jogam às 10h (horário de Brasília).
"Ele foi o melhor do mundo três vezes. Queremos um Ronaldo vibrante." Cafu.
Desde a última quarta-feira a seleção se mobilizou em torno do atacante. Principalmente após o episódio "tonteiras", último capítulo do conturbado cotidiano de Ronaldo desde que o jogador se apresentou ao técnico Carlos Alberto Parreira, no dia 22 de maio, na Suíça.
O camisa nove não se sentiu bem durante a folga de quarta-feira e foi levado a uma clínica em Frankfurt para fazer uma série de exames. Nada foi constatado e Ronaldo treinou normalmente na quinta-feira.
Parreira, então, confirmou o atacante no time e alegou que o passado do artilheiro na seleção deve ser respeitado. Sempre, é claro, deixando nas entrelinhas que o time pode ser alterado caso os resultados não sejam satisfatórios.
"Ele foi o melhor do mundo por três vezes, sabe bem o que pode e não pode fazer. Apenas queremos um Ronaldo vibrante", disse Cafu. "Ronaldo está tranqüilo. É meu amigo e estarei com ele para o que for preciso", acrescentou Roberto Carlos.
Responsável pelo lançamento de Ronaldo na seleção, em 1994, Parreira, ao melhor estilo "paizão", também demonstrou o seu apoio. "Ele precisa de motivação. Temos conversado, estado juntos na concentração. O jogador está muito tranqüilo, superou bem os problemas dos exames médicos, de ter saído do time, de não ter jogado bem", discursou.
Principal jogador da seleção até a consagração de Ronaldinho Gaúcho, melhor do mundo segundo a Fifa nas últimas duas temporadas, Ronaldo tem colecionado problemas e pequenas crises antes e durante a sua quarta Copa do Mundo.
Segundo a própria comissão técnica, o atacante se apresentou acima do peso. Seu nível de percentual de gordura também não era o ideal. Questionado, Ronaldo acusou a imprensa de perseguição.
Nesse período, o atacante também sofreu com bolhas nos pés. O problema o tirou do segundo tempo do amistoso contra a Nova Zelândia. Com febre, faltou ao treino em Offenbach (Alemanha). Cutucou o presidente Lula ao saber que o mandatário havia perguntado a Parreira em uma videoconferência se o atleta estava realmente gordo. Fora os exames repentinos.
"Ele pode parecer adormecido, mas segue perigoso. Ele pode definir uma partida em um ou dois segundos", avaliou o técnico da Austrália, Guus Hiddink. "Mesmo em má fase é um dos melhores atacantes do planeta", emendou o capitão Mark Viduka, demonstrando respeito ao madrileno.
Dois jogadores, em tese, disputam a vaga de Ronaldo. O substituto natural é Robinho, colega de Real Madrid e atacante. Neste caso Parreira não desmontaria o badalado "quadrado mágico", esquema ofensivo adotado pelo treinador desde o início do ano passado.
A outra opção seria Juninho, astro do Lyon e titular até o Brasil passar a jogar com os quatro homens de frente. "Podemos mudar nomes ou o sistema, mas apenas se houver necessidade", reiterou Parreira.
Ronaldo à parte, outra aflição do comandante é a força física da Austrália. Parreira tem destacado que o próximo rival brasileiro apostou na preparação física e tem jogadores altos e fortes.
Roberto Carlos acompanha a análise do técnico e antecipou qual será a tática da equipe em Munique. "Temos que usar a velocidade e a técnica. Para superar um time com essas características não tem outro jeito".
Ídolo da Austrália, Viduka resumiu a maneira como o seu time se comportou antes da estréia. "Nossas sessões de treinamento foram muito duras, era como se fôssemos para uma guerra". Na estréia, a Austrália venceu o Japão de virada, por 3 a 1.
Hiddink ainda não decidiu se irá poupar o volante Vince Grella, o zagueiro Craig Moore, o meia Tim Cahil e o meia-atacante Jonh Aloidi, todos pendurados com um cartão amarelos. No sábado, o holandês fechou o treino à imprensa.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
17 Jun 2006, 07:50 PM
Criticado, Brasil do superataque já lembra rótulo de 1994
17/06/2006 - 19h32
A proposta de jogo que viria a ser a "reabilitação" de Carlos Alberto Parreira na seleção brasileira já tem suas vocações artísticas colocadas em xeque pelos seus próprios protagonistas.
Taxado de pragmático e defensivo em 1994, o técnico surpreendeu quando montou um time altamente ofensivo e que conquistou em 2005 a Copa das Confederações e o primeiro lugar nas eliminatórias sul-americanas.
Na Alemanha, porém, o Brasil apresentou um futebol apático na estréia contra a Croácia - vitória apertada por 1 a 0 - e as justificativas do treinador e jogadores já lembram o discurso apresentado nos Estados Unidos.
"Não estou preocupado com exibição de gala. O importante é ganhar os jogos", disse Parreira. "A tendência é que a seleção cresça durante a competição", continuou o técnico, amparado por zagueiros e atacantes.
Cafu, que completa neste domingo o seu 18º jogo em Mundiais e iguala as marcas de Taffarel e Dunga, ressalta que, na Copa, a história é diferente.
"Está na hora de o Brasil conseguir mais um resultado positivo. Se vier com espetáculo, melhor para todo mundo", disse o capitão sobre o jogo contra a Austrália. "Às vezes, quando o espetáculo não chega, você corre atrás dos três pontos", emendou.
Artilheiro da Inter de Milão e destaque brasileiro nas últimas conquistas, Adriano parece ter deixado de lado a empolgação pelo esquema que permitiu sua entrada no time titular. "Temos que pensar primeiro em ganhar, sabemos da responsabilidade. A seleção vai mostrar o seu valor na hora que precisar", enfatizou.
Há 12 anos, Parreira montou uma equipe compacta e preocupada com a defesa. Meia ofensivo, Raí deu lugar ao volante Mazinho ao término da primeira fase.
Junto de Dunga e Mauro Silva, o então jogador do Palmeiras formou uma barreira que protegia os zagueiros Aldair e Márcio Santos, além do goleiro Taffarel. Em sete jogos, o Brasil sofreu apenas três gols e marcou sete.
Em comum com 1994, Parreira admite apenas a pressão pelo título. "Naquela época precisávamos ganhar, agora temos que manter o alto nível. Somos os atuais campeões e todos esperam muito do Brasil. É compreensível", analisou o treinador.
Para Parreira, a forte marcação dos adversários tem impedido que Ronaldos, Kaká e Robinho, este ainda no banco, repitam o que têm mostrado apenas nos treinos e amistosos. "Poucas equipes ousarão enfrentar o Brasil de peito aberto. Por isso temos espaços reduzidos, com oito ou nove jogadores bloqueando", afirmou.
Seleções semelhantes?
Sob Parreira, a seleção do tetra em 1994 ganhou fama de pragmático e defensivo.
O time de 2006 chegou ofensivo à Copa, mas começa a tomar a forma do de 94.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
18 Jun 2006, 09:24 AM
Brasil se diverte em rachão após treino secreto da Austrália
17/06/2006 - 13h57
Brasil e Austrália demonstraram atitudes bem distintas em seus treinos de reconhecimento do gramado do estádio Allianz Arena, em Munique, onde as duas equipes irão se enfrentar neste domingo, disputando a liderança do Grupo F. Enquanto a seleção fez um rachão muito informal em metade do campo, os australianos fizeram um coletivo secreto sem testemunhas.
Os australianos foram primeiro para o campo, uma hora antes, e se prepararam para um coletivo de titulares contra reservas no campo inteiro. O técnico Guus Hiddink exigiu que todos os jornalistas presentes se retirassem. Em sigilo, a equipe dos "Socceroos" preparou jogadas novas para surpreender o Brasil.
Na seqüência dos australianos, entrou a seleção brasileira. Um treino descontraído com um rachão de cerca de meia hora, ocupando apenas metade do gramado. O "Time do Ronaldo" venceu o "Time do Ronaldinho".
A informalidade foi tanta que o técnico Parreira preferiu ficar sentado no banco de reservas. Não comandou o treino no meio do campo como sempre faz. Quem ocupou essa função foi o auxiliar Jairo Leal.
Depois do rachão, a maioria dos jogadores foi fazer exercícios de alongamento. Já Kaká, Ronaldinho, Juninho Pernambucano e Ricardinho treinaram chutes a gol, com Rogério Ceni sob as traves para tentar defender.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice
xKuRt
18 Jun 2006, 05:11 PM
Duplas de ataque diferentes classificam Brasil em jogo fraco
18/06/2006 - 14h51
Em mais uma atuação fraca, a seleção usou as duas duplas de ataque para vencer a Austrália por 2 a 0, neste domingo em Munique, e conseguir a classificação antecipada no Grupo F. O primeiro gol, aos 3min do 2º tempo, foi de Adriano depois de passe de Ronaldo. No segundo, aos 43min, Fred marcou depois que Robinho acertou a trave.
Com 6 pontos, o Brasil enfrentará o Japão na quinta, dia 22, às 16h em Dortmund. Os japoneses têm 1 ponto e chances matemáticas de ficar com a outra vaga. Precisa vencer o Brasil por pelo menos dois gols e torcer por um empate de 0 a 0 entre Croácia (1 ponto) e Austrália (3 pontos), que se enfrentarão em Stuttgart na mesma data e horário.
Criticada na estréia contra a Croácia, a dupla titular teve uma pequena redenção. Já Robinho (entrou no lugar de Ronaldo aos 26min do 2º tempo) e Fred (substituiu Adriano aos 42min do 2º) entraram confiantes.
Estreante na Copa, Fred fez seu gol dois minutos depois de entrar em campo. Estava na área para completar o rebote da bola que Robinho mandou na trave.
"Às vezes, você mexe e não acontece nada. Noutras, você mexe, o jogador faz gol do título e o técnico vira gênio. Acontece", disse Parreira na entrevista coletiva após o jogo, considerando-se sortudo neste caso.
Fred quis levar a bola do jogo como lembrança para seu pai, mas os organizadores acabaram com sua alegria. "Tentei ficar com ela, mas roubaram a bola de mim", brincou o novato, logo após a partida.
Já Robinho se empolgou a ponto de pedir que os reservas sejam escalados contra o Japão, uma vez que a classificação já está garantida. O técnico Parreira admitiu essa possibilidade em sua entrevista coletiva, desde que seja necessário poupar alguns jogadores por desgaste físico.
Porém, os titulares do ataque devem continuar para aumentarem seu ritmo de jogo. Ronaldo e Adriano tiveram uma melhora sensível em relação ao jogo contra a Croácia, embora ainda estejam longe do ideal.
A assistência no gol recompensou Ronaldo pela atuação esforçada. Ele também contou com o apoio da torcida, que gritou seu nome em coro no início da partida, anulando o efeito das vaias que o Fenômeno ouviu ao sair de campo na estréia.
O time também apoiou: Ronaldo foi acionado 28 vezes. E ele caprichou nos passes: acertou todos os 17 que deu.
"É outra coisa jogar sem pressão. Fiquei satisfeito com minha atuação", comemorou Ronaldo, que quer enfrentar o Japão, mas vai deixar acatar o que Parreira decidir.
Ronaldo lutou, tentou dar arrancadas, fez um gol impedido que lhe valeu um cartão amarelo. Chegou a se atrapalhar com a bola em alguns lances: aos 36min do 1º tempo, "furou" na hora de chutar uma bola passada por Kaká. Mas demonstrou estar muito mais ativo que na estréia.
Já Adriano errou em algumas jogadas, mas cumpriu sua função principal quando o passe de Ronaldo chegou a seus pés na entrada da grande área. Adriano dominou, ajeitou e chutou rasteiro para fazer o gol.
Em seguida, conforme prometera, fez uma comemoração "Nana nenê" junto ao banco de reservas, acompanhado pelos companheiros. A imitação da comemoração de Bebeto na Copa de 1994 foi uma homenagem ao primeiro filho do atacante, Adriano Júnior, nascido na sexta-feira.
Apesar da vitória, o Brasil não jogou bem outra vez e chegou a tomar sufoco no fim do jogo.
No 1º tempo, não soube sair da marcação forte e, às vezes, bruta dos australianos. A seleção conseguiu dar seis chutes a gol, todos fora do alvo. E bolou pouquíssimas jogadas coletivas. O time dependeu bastante de jogadas individuais e chutes de longe.
Quem acabou eleito melhor jogador da partida pela Fifa foi Zé Roberto, que se desdobrou na cobertura da defesa e na tentativa de organizar os ataques. Quando falhou e entregou uma bola no meio-campo, se recuperou com um pique para fazer a cobertura da defesa aberta e bloqueou Bresciano na grande área.
Mas Kaká voltou a se destacar. Foi o mais consciente no 1º tempo e, no 2º, deu o lançamento para Ronaldo preparar a jogada do gol. E, aos 36min, quase fez seu segundo gol na Copa ao cabecear na trave uma bola vinda de um escanteio. Já Ronaldinho teve atuação mais discreta que no jogo contra a Croácia.
Quanto à retaguarda, nas duas etapas o Brasil deu espaço para que os australianos fizessem contra-ataques rápidos e perigosos. Lúcio desceu várias vezes ao ataque, chegando a bancar ponta-direita numa jogada no 1º tempo. A entrada do ofensivo Bresciano no lugar do zagueiro Popovic aumentou a ameaça.
Aos 9min, Bresciano sofreu o bloqueio de Zé Roberto quando se preparava para chutar. Ele teve outras grandes chances aos 34min (um belo voleio que Dida espalmou) e 38min (cobrou falta com um chute de curva que passou perto da trave).
Com as distrações da defesa, Dida fez defesas importantes, mas falhou em duas saídas no 2º tempo. Por sorte, o ataque australiano arrematou para fora quando tinha o gol aberto.
Os últimos minutos de pressão dos "Socceroos" assustaram a torcida. Mas o gol de Fred encerrou qualquer reação dos australianos.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
18 Jun 2006, 05:12 PM
Robinho pede chance para os reservas no próximo jogo
O atacante Robinho, que entrou no segundo tempo da vitória do Brasil diante da Austrália, por 2 a 0, neste domingo, afirmou que gostaria que o técnico Carlos Alberto Parreira desse uma chance aos reservas na próxima partida da seleção, contra o Japão, na próxima quinta-feira.
Com o resultado, o Brasil garantiu a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha.
"Se ele (Parreira) quiser colocar os reservas, a gente agradece", disse em tom de brincadeira o jogador do Real Madrid à imprensa.
Robinho entrou no lugar de Ronaldo e foi para cima da defesa australiana. Teve algumas chances de gol, mas não conseguiu convertê-las.
"Imaginei que dava pra decidir. Eles estavam marcando homem a homem e tiveram que sair pro jogo, depois do gol do Adriano", concluiu.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
18 Jun 2006, 08:06 PM
Parreira admite mudar time e escalar reservas contra o Japão
18/06/2006 - 16h25
Depois da vitória sobre a Austrália por 2 a 0, neste domingo, em Munique, que valeu ao Brasil a classificação antecipada às oitavas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha, o técnico Carlos Alberto Parreira indicou que pode entrar com um time diferente no jogo contra o Japão, nesta quinta-feira.
Entretanto, o nome mais citado para perder o lugar no time titular deve seguir entre os onze: Ronaldo. "A situação dele é diferente, ele precisa de ritmo de jogo", justificou Parreira.
O técnico tem dois motivos diferentes para mexer na escalação que entrou em campo nos dois primeiros jogos da Copa do Mundo, diante de Croácia e Austrália: os cartões amarelos e o desgaste físico dos jogadores.
Caso algum jogador receba o segundo amarelo no confronto com o Japão, será suspenso das oitavas-de-final. No entanto, aqueles que chegarem às oitavas com apenas um cartão amarelo terão sua contabilidade zerada pela Fifa.
"Vamos ver quem tem cartão, vamos ver isso tudo com calma para pensar direito no que fazer", acrescentou Parreira, que tem Ronaldo, Émerson, Cafu e Robinho pendurados com um cartão amarelo.
Além disso, Parreira pode resolver poupar algum atleta que se sinta mais cansado depois dos dois primeiros jogos da seleção, que teve adversários fisicamente fortes pela frente.
"Agora, o departamento médico vai se pronunciar, vamos voltar para a concentração para fazer o nosso trabalho, ver como os jogadores se recuperam e, dependendo disso, vamos pensar em mexer, poupar algum jogador, deixando ele fresquinho para as oitavas", admitiu o treinador.
Robinho, que entrou nos dois jogos da Copa no lugar de Ronaldo durante o segundo tempo, apóia a idéia de mudar o time. "Se ele (Parreira) quiser colocar os reservas, a gente agradece", disse, em tom de brincadeira, o jogador do Real Madrid.
Com o discurso pregado ao término do jogo, Parreira deixou em aberto a possibilidade de entrar em campo pela primeira vez sem o seu "quadrado mágico" original. Adriano deixou o campo com sinais de cansaço, e Ronaldo é um dos pendurados com amarelo.
Mas o treinador bateu na tecla de que Ronaldo é um caso à parte e deve jogar. Na sua visão, o atacante do Real Madrid precisa entrar em campo o máximo possível para adquirir ritmo de jogo depois de ficar parado por dois meses antes da Copa do Mundo. "O Ronaldo teve uma melhora sensível, mas é claro que ele precisa jogar mais vezes. Aos pouquinhos vai retomando o ritmo. Degrau por degrau".
O atacante, por sua vez, deixou calro que o que quer é jogar, mas, político, respeita a decisão que o técnico tomar. "Eu gosto de estar sempre jogando, mas o que for decidido, está decidido", disse. "Me senti bem melhor (no jogo contra a Austrália), acho que é outra coisa jogar sem nenhum tipo de preocupação, e hoje foi assim", celebrou o atacante, que deu o passe para o gol de Adriano.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
24 Jun 2006, 05:55 PM
Ronaldo iguala recorde de gols em Copas, Brasil goleia e pega Gana
22/06/2006 - 17h50
Ronaldo desencantou, fez dois gols e igualou o recorde de 14 gols em Copas do Mundo que pertencia apenas ao alemão Gerd Müller, que marcou nas Copas de 1970 e 1974. Foi o grande feito histórico na goleada de 4 a 1, de virada, sobre o Japão, nesta quinta-feira em Dortmund. Um jogo em que o Brasil entrou com cinco mudanças, mas o "misto" ensaiou o show que o time tido como titular nem esboçou nas partidas anteriores. Com a vitória, o Brasil assegurou o 1º lugar do Grupo F e enfrentará Gana (2º do Grupo E) nas oitavas-de-final.
O jogo com a equipe africana será na terça-feira, dia 27, às 12h horário de Brasília), também em Dortmund. Uma coincidência: o técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira comandou a seleção de Gana no começo de sua carreira, em 1967. O 2º colocado do Grupo F foi a Austrália, que empatou em 2 a 2 com a Croácia e enfrentará a Itália nas oitavas-de-final.
Ronaldo foi eleito o melhor da partida pela Fifa. Fez seu 13º gol em Copas aos 46min, marcando de cabeça após cruzamento de Cicinho. O gol empatou a partida, depois que o Brasil tomou um gol em contra-ataque, com Tamada completando um lançamento da esquerda feito pelo brasileiro naturalizado japonês Alex Santos.
"Senti um alívio quando a bola entrou. Tive duas chances ainda no 1º tempo, mas não tinha conseguido, comecei a achar que a bola não ia entrar", contou Ronaldo, após a partida.
O 14º gol de Ronaldo em Copas (e segundo na partida) saiu aos 35min do 2º tempo, estabelecendo 4 a 1 no placar. Ele tabelou com Juan e chutou colocado.
Além da boa atuação de Ronaldo, cerca de cinco quilos mais magro que quando se apresentou à seleção há um mês (segundo informou o preparador- físico Moraci Sant'Anna), a atuação geral da seleção brasileira foi muito mais solta, veloz, cheia de tabelinhas e toques bonitos como se esperava. Robinho e Juninho Pernambucano foram as novidades no ataque e meio-campo, respectivamente.
"Jogamos nosso jogo, colocamos a bola no chão, e os gols vieram naturalmente. Impusemos nosso estilo, e estou feliz com isso", analisou o técnico Carlos Alberto Parreira após o jogo.
Juninho marcou o segundo gol brasileiro aos 7min do 2º tempo, num belo chute de fora da área, e passou a ser sério candidato a continuar no time.
Outro substituto fez gol: o lateral-esquerdo Gilberto, que avançou livre pela esquerda aos 12min do 2º tempo e fez o terceiro do Brasil.
Mas se o time achou mais espaços na frente, também deixou espaços atrás, especialmente no 1º tempo. Sem Cafu, Roberto Carlos, Emerson e Zé Roberto, os substitutos Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva e Juninho Pernambucano não se entenderam na retaguarda nesse período inicial. "Tivemos alguns problemas com os contra-ataques deles", admitiu Parreira.
Além do gol de Tamada, a defesa deixou espaços em outros contra-ataques japoneses, um deles interrompido com a marcação de um impedimento inexistente. Gilberto deixou campo aberto pelo lado esquerdo da defesa. Cicinho também abriu espaço para que a jogada do gol japonês acontecesse.
O gol de Tamada aconteceu exatamente quando o Brasil atingiu outro recorde na partida, bem menor perto do de Ronaldo: maior número de minutos sem tomar gol em Copas do Mundo.
Aos 33min do 1º tempo, a seleção atingiu 459 minutos invicta, contando desde o gol do inglês Owen no jogo pelas quartas-de-final da Copa de 2002. Superou em um minuto a invencibilidade estabelecida na Copa de 1978. Mas, nesse mesmo momento, Dida (que jogou como capitão até ser substituído por Rogério Ceni) sofreu o gol que abriu o placar.
Após a vitória, os jogadores ganham folga e se reapresentam apenas no final do dia desta sexta-feira. Os trabalhos para enfrentar Gana terão início no dia següinte.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
24 Jun 2006, 05:56 PM
Após "queima de gordura", Parreira confirma quadrado para reta final
24/06/2006 - 14h36
Depois do mistério em relação à formação da equipe, o técnico Carlos Alberto Parreira, pela primeira vez após a goleada por 4 a 1 sobre o Japão, disse textualmente que nada será alterado para a "verdadeira Copa do Mundo". Ou seja, a seleção brasileira terá o seu "quadrado mágico" mantido na partida contra Gana, terça-feira, às 12h (horário de Brasília), pelas oitavas-de-final.
Após o duelo contra os japoneses, Parreira deu a entender que a formação tática seria a mesma, mas deixou um certo mistério sobre isso. Neste sábado, o suspense foi desfeito. "Eu acho que você chega a um ponto em que até pode mudar [a formação tática], mas não deve. Acho que tem de ser mantida. Com outros cuidados, evidentemente, mas deve ser mantida."
Parreira disse que a "tática" contra o Japão, de tornar pública a escalação uma hora antes do jogo e com a entrada de cinco reservas, foi feita para aquela partida especificamente. "Foi uma estratégia para aquele jogo. Eu achei correta, deu certo, funcionou, mas poderia não ter dado", afirmou o treinador, que deixou em aberto repetir a mesma atitude contra Gana. "Eu não tenho nenhuma preocupação em dar o time um mês antes. Agora, chegou o momento de segurar alguma coisa. Todos as seleções fazem isso e o mundo não acaba. Não sei, talvez essa estratégia seja mantida."
O técnico acredita que, por se tratar de um mata-mata, o jogo contra Gana "tem características especiais e distintas em relação aos outros", mas a escalação brasileira não depende do time ganense. "O Brasil não é escalado em função do adversário. Temos preocupações e cuidados, sim, mas nunca vamos mudar em função do adversário. Eles quem têm de mudar em função do Brasil."
Para o treinador, a primeira fase eliminou os mais fracos e, a partir do mata-mata é que a competição realmente começa. "A triagem foi feita, as gorduras foram eliminadas e agora começa a verdadeira Copa do Mundo. O jogo mais importante para nós é o próximo. Se não passar por ele, não tem mais Copa. A nossa final é agora, nas oitavas"
Se a formação foi confirmada, a escalação permanece um mistério. A tendência é de que seja repetido o mesmo time da estréia da Copa, mas alguns reservas, principalmente Robinho, que saiu do treino com uma pequena contusão muscular, pintam como favoritos a "roubar" alguma vaga entre os titulares.
Sobre Adriano, que deixou a equipe contra o Japão e pode seguir no banco nas oitavas, Parreira descarta abatimento pela possível reserva. "Não senti ele abatido, ele treinou bem na parte física e técnica. Não há razão para nenhum jogador se sentir abatido."
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
24 Jun 2006, 05:59 PM
Saiba quem são as Seleções classificadas às oitavas-de-final da Copa
Alemanha x Suécia, Inglaterra x Equador, Argentina x México, Portugal x Holanda, Itália x Austrália e Brasil x Gana; Suíça x Ucrânia e Espanha x França; essas são as 16 melhores equipes da Copa 2006.
As oitavas-de-final da Copa 2006 estão definidas. Após 48 partidas na primeira fase, os duelos são os seguintes: Alemanha x Suécia, Inglaterra x Equador, Argentina x México, Portugal x Holanda, itália x Austrália, Brasil x Gana, Suíça x Ucrânia e Espanha x França. Saiba um pouco de cada uma das seleções que passaram de fase:
Alemanha: A força de vontade típica do futebol alemão está fazendo jogadores medianos como Klose se superarem. Além do craque do time Michael Ballack, tem-se destacado os jovens Schweinsteiger (meia) e Lahn (lateral-esquerdo), além do experiente meia Frings. A Alemanha enfrenta a Suécia na primeira oitava-de-final no sábado 24, em Munique.
Equador: A Seleção Equatoriana é apontada como uma das surpresas do Mundial. Toque de bola refinado e objetividade nos contra-ataques são as principais qualidades. Os atacantes Delgado e Kaviedes são os grandes nomes dos andinos, que enfrentam os ingleses nas oitavas-de-final no domingo 25, em Stuttgart.
Inglaterra: Apontados como favoritos ao título dessa Copa, os ingleses até aqui decepcionaram. O meio-campo estelar formado por Gerrard, Beckham, Lampard e Joe Cole conseguiu duas vitórias magras e um empate. O English Team enfrenta o Equador no domingo 25 em Stuttgart, pelas oitavas-de-final.
Suécia: O trio de estrelas Larsson, Ibrahimovic e Ljunberg não tem funcionado como prometia, mas o bom futebol apresentado contra a Inglaterra aliviou as apresentações ruins contra Trinidad & Tobago e Paraguai. A leve contusão de Ibrahimovic pode ser o grande problema para enfrentar a Alemanha no sábado 24, em Munique.
Argentina: Apontada até aqui como a melhor Seleção da Copa, graças ao bom desempenho contra a Costa do Marfim e, sobretudo, na goleada sobre a Sérvia e Montenegro, 6 a 0. Além do entrosamento do time, os dois atacantes reservas Tévez e Messi causam furor. Os argentinos enfrentam os mexicanos em Leipzig, no sábado 24.
Holanda: O jovem grupo holandês cumpriu seu papel na primeira fase. O atacante Robben é o grande jogador do reformulado time do técnico Marco Van Basten. A queda de produção no fim da partida ainda é um problema. No mata-mata, a Holanda enfrenta Portugal em Nuremberg no domingo 25.
Portugal: Clima amistoso entre os jogadores e três vitórias magras na primeira fase indicam que a equipe está como o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari gosta. Agora, Figo e companhia enfrentam no domingo 25 em Nuremberg a Seleção Holandesa, em partida que deve ter o equilíbrio como tônica.
México: Dos classificados para as oitavas, os mexicanos foram os que menos convenceram. A única vitória até aqui, 3 a 1 sobre o Irã, não foi merecida. A equipe apresenta um jogo lento e nenhum grande destaque individual. O atacante Borghetti está contundido e ainda é dúvida para o mata-mata contra a Argentina no sábado 24, em Leipzig.
Itália: Bom elenco e forte sistema defensivo caracterizam a Seleção Italiana do técnico Marcelo Lippi que, no entanto, peca pelo excesso de cautela. Nesse Mundial, o meia Pirlo e o goleiro Buffon tem sido os melhores jogadores da Azzurra, que enfrenta a surpresa australiana em Kaiserslautern na segunda-feira 26.
Gana: A única seleção africana que conseguiu chegar à fase seguinte é o adversário do Brasil nas oitavas-de-final. O meia Essien (que está suspenso e não joga a próxima partida) e o atacante Asamoah são os principais nomes. No entanto, a equipe do técnico sérvio Radomir Dujkovic é excessivamente ingênua. O duelo contra a Seleção Brasileira ocorre em Dortmund na terça-feira 27.
Brasil: Quem esperava magia ficou decepcionado com o futebol burocrático da Seleção Brasileira nas duas primeiras partidas, mas a goleada sobre o Japão renovou as esperanças. Falta de movimentação dos atacantes é o principal defeito. No entanto, o talento individual de jogadores como Kaká estão garantindo as vitórias. O Brasil enfrenta Gana na terça-feira 27, em Dortmund.
Austrália: A força física aliada à ousadia do técnico holandês Guus Hiddink garantiu aos australianos o segundo lugar do grupo F. O problema é a falta de pontaria dos atacantes. O atacante Mark Viduka é a estrela dos Socceroos, que enfrentam a Itália em Kaiserslautern na segunda-feira 26.
Suíça: Os suíços têm a melhor defesa do Mundial até aqui. Não tomaram nenhum gol em três partidas, o que compensa o frágil sistema ofensivo da equipe. O goleiro Zuberbühler é o grande nome da equipe do técnico Jacob Kuhn, que agora enfrenta a Ucrânia na segunda-feira 26 em Colônia.
França: Zidane já não é aquele, Henry não é o mesmo do Arsenal. As partidas dos Bleus tem sido marcadas pela mistura de falta de sorte nas finalizações e problemas táticos que o técnico Raymond Domenech não consegue arrumar. A França agora faz um clássico europeu contra a Espanha na terça-feira 27, em Hannover.
Espanha: Os espanhóis supreenderam nessa primeira fase, sobretudo após a goleada sobre a Ucrânia por 4 a 0, na estréia. O centroavante Fernando Torres luta pela artilharia, e os meias Luís Garcia e Fábregas são os grandes articuladores do meio campo. A Espanha enfrenta a França em Hannover na terça-feira 27.
Ucrânia: A equipe do craque Shevchenko não apresentou grande futebol até aqui. Jogo lento, falta de criatividade e de destaques individuais têm marcado a estréia dos ucranianos em copas do mundo. Enfrenta a Suíça na segunda 26 em Colônia.
Fonte: Abril
xKuRt
25 Jun 2006, 09:20 AM
Tabela de todos os jogos da primeira fase:
Jogo de número | Horário | Local | Grupo | Equipes
09/06/2006 - Sexta-feira
01 13h Munique A Alemanha 4 x 2 Costa Rica
02 16h Gelsenkirchen A Polônia 0 x 2 Equador
10/06/2006 - Sábado
03 10h Frankfurt B Inglaterra 1 x 0 Paraguai
04 13h Dortmund B T. e Tobago 0 x 0 Suécia
05 16h Hamburgo C Argentina 2 x 1 C. do Marfim
11/06/2006 - Domingo
06 10h Leipzig C Sérvia 0 x 1 Holanda
07 13h Nuremberg D México 3 x 1 Irã
08 16h Colônia D Angola 0 x 1 Portugal
12/06/2006 - Segunda-feira
09 10h Kaiserslautern F Austrália 3 x 1 Japão
10 13h Gelsenkirchen E Estados Unidos 0 x 3 Rep. Tcheca
11 16h Hanover E Itália 2 x 0 Gana
13/06/2006 - Terça-feira
12 10h Frankfurt G Coréia do Sul 2 x 1 Togo
13 13h Stuttgart G França 0 x 0 Suíça
14 16h Berlim F Brasil 1 x 0 Croácia
14/06/2006 - Quarta-feira
15 10h Leipzig H Espanha 4 x 0 Ucrânia
16 13h Munique H Tunísia 2 x 2 Arábia Saudita
17 16h Dortmund A Alemanha 1 x 0 Polônia
15/06/2006 - Quinta-feira
18 10h Hamburgo A Equador 3 x 0 Costa Rica
19 13h Nuremberg B Inglaterra 2 x 0 T. e Tobago
20 16h Berlim B Suécia 1 x 0 Paraguai
16/06/2006 - Sexta-feira
21 10h Gelsenkirchen C Argentina 6 x 0 Sérvia
22 13h Stuttgart C Holanda 2 x 1 C. do Marfim
23 16h Hanover D México 0 x 0 Angola
17/06/2006 - Sábado
24 10h Frankfurt D Portugal 2 x 0 Irã
25 13h Colônia E Rep. Tcheca 0 x 2 Gana
26 16h Kaiserslautern E Itália 1 x 1 Estados Unidos
18/06/2006 - Domingo
27 10h Nuremberg F Japão 0 x 0 Croácia
28 13h Munique F Brasil 2 x 0 Austrália
29 16h Leipzig G França 1 x 1 Coréia do Sul
19/06/2006 - Segunda-feira
30 10h Dortmund G Togo 0 x 2 Suíça
31 13h Hamburgo H Arábia Saudita 0 x 4 Ucrânia
32 16h Stuttgart H Espanha 3 x 1 Tunísia
20/06/2006 - Terça-feira
33 11h Berlim A Equador 0 x 3 Alemanha
34 11h Hanover A Costa Rica 1 x 2 Polônia
35 16h Colônia B Suécia 2 x 2 Inglaterra
36 16h Kaiserslautern B Paraguai 2 x 0 T. e Tobago
21/06/2006 - Quarta-feira
37 11h Gelsenkirchen D Portugal 2 x 1 México
38 11h Leipzig D Irã 1 x 1 Angola
39 16h Frankfurt C Holanda 0 x 0 Argentina
40 16h Munique C C. do Marfim 3 x 2 Sérvia
22/06/2006 - Quinta-feira
41 11h Hamburgo E Rep. Tcheca 0 x 2 Itália
42 11h Nuremberg E Gana 2 x 1 Estados Unidos
43 16h Dortmund F Japão 1 x 4 Brasil
44 16h Stuttgart F Croácia 2 x 2 Austrália
23/06/2006 - Sexta-feira
45 11h Kaiserslautern H Arábia Saudita 0 x 1 Espanha
46 11h Berlim H Ucrânia 1 x 0 Tunísia
47 16h Colônia G Togo 0 x 2 França
48 16h Hanover G Suíça 2 x 0 Coréia do Sul
Fonte: UOL
xKuRt
25 Jun 2006, 06:21 PM
Gols e lesão fazem Ronaldo e Robinho trocarem de papel na Copa
25/06/2006 - 10h31
Dois gols numa Copa do Mundo mudam muita coisa. Especialmente quando o autor dos mesmos é Ronaldo. De consolado, o atacante passou a ombro amigo de Robinho, companheiro de Real Madrid e que, com uma lesão na coxa direita, deve ficar fora do jogo contra Gana, terça-feira, pelas oitavas-de-final.
"Todos os jogadores estão prontos para apoiá-lo", disse o "Fenômeno". "A gente pode perceber que foi uma pequena contratura. Esperamos que não seja nada grave", completou o astro.
Até a partida contra o Japão, o "Fenômeno" era espinafrado de todas as maneiras. Era problema de peso, ne bolha no pé, tontura e afins. E todos pediam por Robinho, a quem Ronaldo deu lugar no segundo tempo das duas primeiras partidas. E Robinho sempre era chamado ao microfone para comentar o momento difícil do companheiro.
"Quando digo que estou preparado para ser titular, é porque todo mundo tem de estar preparado. Mas para chegar ao status que o Ronaldo tem, você realmente tem de fazer muita coisa", elogiava Robinho antes da lesão. Mas hoje a história é diferente.
Não que o driblador Robinho esteja sob críticas. Pelo contrário. Está mais por cima do que nunca após sua atuação na goleada contra os japoneses. Mas, diante da chance perdida de selar a vaga de titular, é a hora do novato ser consolado pelos companheiros. Especialmente Ronaldo.
Neste domingo, em entrevista no castelo Lerbach, local de concentração da seleção na Alemanha, Ronaldo reconheceu a importância do apoio dos colegas e da família para reecontrar seu futebol. Mas frisou que ele não é, e nem foi, o único beneficiado. "Aqui a solidariedade é de todo o grupo, todo mundo unido e pensando em ajudar, pensando em ganhar a Copa", frisou o atacante.
Fonte: Daniel Tozzi e Joçao Henrique Medice, do UOL
xKuRt
27 Jun 2006, 05:54 PM
Brasil "de resultados" bate Gana, recordes e vai para as quartas
27/06/2006 - 13h52
Carlos Alberto Parreira retornou à escalação pragmática dos dois primeiros jogos e o "show de resultados" deu certo, apesar de alguns sustos e de um gol impedido. Sem o brilho da goleada do "misto" diante do Japão, objetivo nos contra-ataques mas permitindo o domínio adversário em boa parte do jogo, o Brasil venceu Gana por 3 a 0, nesta terça-feira, em Dortmund, pelas oitavas-de-final. Com isso, se classificou para enfrentar o vencedor de Espanha x França (que acontece nesta terça, às 16h) nas quartas-de-final.
O jogo será neste sábado, às 16h (horário de Brasília), em Frankfurt. Quem vencer nas quartas-de-final enfrentará o vencedor de Inglaterra x Portugal, partida que acontecerá às 12h do mesmo dia.
Na partida contra Gana, Zé Roberto (que fez o terceiro gol) foi eleito melhor em campo pela Fifa. É o primeiro brasileiro a receber essa premiação pela segunda vez nesta Copa.
Outros recordes mais amplos foram atingidos. Ronaldo fez o primeiro gol e se isolou, com 15 gols, como maior artilheiro de todas as Copas, superando os 14 do alemão Gerd Müller. "Quero mais, mais e mais. Continuar marcando gols e conquistando títulos", disse Ronaldo após a partida.
Cafu atingiu 19 partidas e isolou-se como o brasileiro com mais atuações em Mundiais.
No coletivo, duas marcas foram ampliadas. A seleção se tornou a primeira a atingir 200 gols em Copas do Mundo (com o gol de Adriano aos 46min do 1º tempo). E foi a 11ª vitória consecutiva em Mundiais, deixando ainda mais para trás as sete vitórias da Itália nas Copas de 1934 e 1938.
O Brasil também igualou Alemanha e Argentina como ataque mais positivo da Copa de 2006 até agora: 10 gols para cada time.
Ao retomar o time que começou a Copa, Parreira apostou em sua formação mais rígida, mais obstinada em sua filosofia de "dar show é ganhar" (como o técnico disse e Kaká repetiu logo após a estréia contra a Croácia).
Parreira repetiu sua filosofia na entrevista após o jogo, rebatendo a um jornalista de língua espanhola que perguntou se o Brasil será campeão abandonando seu famoso futebol bonito. "O que fica na história é quem é campeão, não quem joga bonito", disse o treinador.
Ele também achou que o resultado de 3 a 0 dá uma "impressão enganosa" de que o jogo foi fácil. "Mas não foi", alertou. Porém, ignorou a reclamação de seu colega Ratomir Dujkovic pelo gol em impedimento. "É choro de perdedor. Chora quem perde", dispensou Parreira.
A vitória veio graças à objetividade nos contra-ataques do 1º tempo, embora o gol de Adriano tenha sido feito em impedimento. O "Imperador" estava 53 cm à frente do último zagueiro quando Cafu cruzou para que ele desviasse de joelho e fizesse o gol.
Nas reclamações de Gana, o técnico Ratomir Dujkovic foi expulso na saída para o intervalo porque falou para o árbitro eslovaco Lubus Michel "vestir a camisa amarela" brasileira.
Já o primeiro gol mostrou que Ronaldo evoluiu muito em sua forma e ritmo de jogo. Lançado na corrida por Kaká aos 5min, o "Fenômeno" teve a calma e habilidade para dribrar o goleiro Kingson com uma pedalada e tocar para o gol antes da chegada de Pantsil.
Com a vantagem construída na etapa inicial, o Brasil diminuiu o ritmo no 2º tempo, ainda mais porque perdera Émerson (problema de joelho) no intervalo e Kaká não apresentou o rendimento de sempre desde que sofreu entrada dura de Appiah aos 6min, logo após o primeiro gol.
Apesar do ritmo mais lento, o Brasil chegou ao terceiro gol seguindo o mesmo expediente do primeiro: lançamento longo pegando a defesa de Gana (que joga em linha) desprevinida.
Aos 39min do 2º, Ricardinho (que acabara de entrar no lugar de Kaká) enfiou a bola para Zé Roberto, que avançou livre, driblou Kingson, caminhou e ameaçou fazer o gol de letra. Mas, quase em cima da linha, deve ter se lembrado da filosofia séria do "show é ganhar" e se conformou em marcar com um simples toque.
Outro lançamento semelhante deu errado no 1º tempo. Adriano prendeu a bola em vez de tocar rápido para Ronaldo e acabou caindo na área - o árbitro interpretou que o brasileiro tentou cavar um pênalti. O "Imperador" foi substituído logo no começo do 2º tempo por Juninho Pernambucano.
Além disso, Émerson esteve abaixo da média como volante por causa de um problema de joelho que provocou sua substituição por Gilberto Silva (que jogara muito bem contra o Japão) no intervalo.
Por causa do problema, Émerson chegou a hesitar numa sobra de ataque ganense e viu a bola lhe ser praticamente roubada por Lúcio, que arrancou rapidamente e iniciou a jogada do segundo gol.
Gana ofereceu perigo, mas ou teve má pontaria ou teve Dida pela frente. O goleiro fez uma defesa milagrosa com os pés aos 41min do 1º, apos uma cabeçada de Mensah na pequena área.
No 2º tempo, Dida fez outra defesa importante aos 23min, quando Gyan chutou cruzado e rasteiro e o goleiro pulou certo para defender. Gyan seria expulso aos 35min ao tentar cavar um pênalti em jogada contra Juan. Recebeu o segundo amarelo na partida e, na seqüência, o vermelho.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
27 Jun 2006, 05:57 PM
França mantém Espanha "freguesa" e reedita final de 98 com Brasil
27/06/2006 - 17h49
A França comprovou sua ascensão na Copa do Mundo da Alemanha ao superar a "freguesa" Espanha por 3 a 1 e se classificar para as quartas-de-final da competição. Com isso, reedita-se neste sábado, às 16h, a final da Copa de 1998, em que a França bateu o Brasil por 3 a 0 em Paris.
Do time que jogou aquela decisão e bateu a equipe de Zagallo, restam quatro atletas: o goleiro Barthez, o então lateral e hoje zagueiro Thuram, e os meias Zidane e Vieira - que em 1998 não foi titular mas entrou ao longo do jogo, e é o grande destaque francês na Copa 2006, sendo eleito duas vezes o melhor em campo - incluindo contra a Espanha. O atacante Thierry Henry era reserva na final.
No Brasil, que chegou às quartas ao bater Gana por 3 a 0 também nesta terça, três atletas seguem jogando e devem rever os algozes de oito anos atrás: os laterais Cafu e Roberto Carlos e o atacante Ronaldo, considerado, à época, um dos principais responsáveis pelo fracasso brasileiro.
O duelo entre franceses e brasileiros chega para ou tirar um nó da garganta dos brasileiros, ou afirmar uma superioridade francesa em Copas. Isso porque, até hoje, foram três jogos em Mundiais, todos eliminatórios, e a França está na frente, com dois triunfos a um.
Em 1958, o Brasil despachou a equipe do artilheiro Just Fontaine ao cravar 5 a 2 na semifinal da Copa da Suécia. Mas, depois disso, a seleção caiu nas quartas-de-final de 1986 nos pênaltis após empate em 1 a 1, e na decisão de 1998.
Para chegar às quartas e propiciar a reedição da decisão, a França teve que manter a escrita de que a Espanha é sua "freguesa". As duas equipes jamais haviam se enfrentado em Copas do Mundo, mas desenvolveram uma rivalidade intensa em Eurocopas.
E a França somou mais um triunfo aos dois acumulados diante da "Fúria": em 1984, quando venceu a final por 2 a 0 com a equipe comandada por Platini, e em 2000, na vitória nas quartas-de-final por 2 a 1 com um grupo muito parecido com a desta terça, com Zidane, Vieira, Barthez e Henry.
A expectativa para o jogo entre Espanha e França era carregada de rivalidade. Com polêmicas sobre a idade das equipes, o suposto favoritismo da Espanha e até referentes a declarações racistas do treinador espanhol contra Henry em 2004, o confronto ganhou ares de guerra.
No entanto, se alguém poderia esperar um jogo na linha de Portugal 1 x 0 Holanda, realizado no último domingo, que se firmou como o jogo mais violento da história dos mundiais com quatro expulsões e 12 cartões amarelos, se enganou. As equipes praticaram um futebol limpo, com poucos momentos de violência.
A partida começou cadenciada, com ambas equipes relativamente medrosas e se arriscando pouco. A Espanha, conforme pedido pelo técnico Luís Aragonés antes da partida, manteve a posse de bola, enquanto a França buscava roubá-la para sair em velocidade.
Com defesas sólidas e bem postadas, a primeira chance do jogo só surgiu aos 22min: Zidane lançou Henry na ponta-direita, que cruzou para a pequena área. Ribéry e Vieira não alcançaram a bola e desperdiçam a chance.
O troco espanhol veio aos 26min. O zagueiro Pablo dominou a bola na ponta da área e, de costas para o gol, viu Thuram pisar no seu tornozelo - o árbitro apontou pênalti. Raúl, que desperdiçou penal no fim do jogo da Euro 2000 vencido pela França, não cobrou. David Villa se encarregou, e bateu com perfeição para abrir o placar.
A França então passou a tomar mais a iniciativa do jogo, mas os espanhóis não cediam espaços. Até que, aos 40min, brilhou novamente a estrela de Vieira. O meio-campista, que já foi o destaque e eleito melhor em campo na vitória sobre Togo, acertou grande enfiada para Ribery, que fintou o goleiro Casillas e empurrou para as redes.
No segundo tempo, a França voltou superior logo nos primeiros minutos, o que levou o técnico espanhol a fazer duas mudanças no time aos 8min. Ele sacou o aniversariante Raúl, que pouco fez em campo no dia em que completou 29 anos, e colocou Luis García. Além disso, sacou o atacante Villa e pôs o ponta Joaquín.
O jogo voltou a ser equilibrado, mas a primeira chance da segunda etapa foi mesmo da França. Aos 13min, Ribery foi a linha de fundo, invadiu a área e cruzou com perigo, mas ninguém aproveitou. Na sobra, Abidal bateu sem direção.
A Espanha voltou a atacar, e chegou a levar perigo em bolas paradas, mas não conseguia criar chances claras de gol - bem como a França. A partida seguiu morna, em ritmo lento.
Somente aos 33min, Joaquín fez boa jogada pela direita. Ele pegou sobra de bola, fintou Abidal e bateu de pé esquerdo - mas pegou errado e mandou pela linha de fundo. A França respondeu com Gouvou, que bateu de primeira após passe de Ribery, mas errou o alvo.
Aos 38min, ocorreu o lance decisivo do jogo. Puyol disputou bola com Henry e o árbitro apontou falta polêmica, além de dar cartão para o espanhol. Na Cobrança, Zidane colocou na área, a zaga cortou mal e a bola sobrou para Vieira, que completou de cabeça para virar o jogo.
A Espanha partiu com tudo para cima da França nos minutos finais, mas acabou sofrendo o terceiro gol no contra-ataque: Zidane invadiu a área e selou o placar do jogo.
Assim, prevaleceu a sina espanhola de "amarelar" em jogos decisivos que persegue a Espanha há décadas. O último "ato" havia sido contra a Coréia do Sul, nas quartas-de-final da Copa de 2002, quando perdeu nos pênaltis. Depois deste jogo, é a derrota para a França nas oitavas-de-final da Copa da Alemanha.
Fonte: UOL
lightyear
27 Jun 2006, 08:43 PM
Você deve estar mais informado do que a fifa.
xKuRt
1 Jul 2006, 12:48 AM
Kaká, Émerson e Robinho participam normalmente de treino
30/06/2006 - 12h56
O departamento médico da seleção brasileira está, aparentemente, vazio de novo. Depois de ver, na última semana, o atacante Robinho, o meia Kaká e o volante Émerson se ausentarem de treinamentos no campo por conta de lesões, o técnico Carlos Alberto Parreira comandou, nesta sexta-feira, um treino com todos os 23 jogadores.
Na véspera do confronto decisivo com a França, válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha, o treinador orientou o tradicional rachão de reconhecimento do gramado. A equipe fez um bate-bola descontraído no Commerzbank Arena, em Frankfurt, onde acontecerá o jogo às 16h deste sábado.
Na atividade, os três jogadores que tiveram passagens pelas mãos do médico José Luís Runco nos últimos dias se comportaram normalmente. Kaká, Émerson e Robinho correram e bateram na bola da mesma maneira que os companheiros, aparentemente sem se poupar.
Antes do treino, o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou que ficaria sabendo da liberação dos atletas depois da prática - que se encerrou há poucos minutos. Ele contou que Runco estava "otimista sobre a liberação dos jogadores".
Ao término da atividade, o médico da seleção acrescentou que vai aguardar a reação dos jogadores para, então, determinar se os três estarão ou não à disposição de Parreira para enfrentar a França.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
1 Jul 2006, 06:02 PM
Carrasco Zidane faz o Brasil chorar pela segunda vez
01/07/2006 - 17h51
Zidane estava em dia de Zidane. E um dos últimos moicanos do futebol criativo e imprevisível bateu o Brasil "de resultados" de Parreira, cujo lema era "show é ganhar". O camisa 10 francês desequilibrou, levou a França à vitória de 1 a 0 neste sábado, em Frankfurt, e consolidou seu papel de um dos maiores carrascos do futebol brasileiro, ao lado do uruguaio Ghiggia, autor do gol que derrotou o Brasil no Maracanã na Copa de 1950.
O grande craque francês foi eleito o melhor em campo pela Fifa. Além de eliminar o Brasil do "quadrado mágico" nas quartas-de-final da atual Copa, Zidane já havia aniquilado a seleção verde-amarela na final da Copa de 1998, com dois gols de cabeça.
A França também amplia uma superioridade que outras grandes seleções não têm em relação ao Brasil: agora são três triunfos em jogos decisivos (quartas em 1986, final em 1998, quartas em 2006) contra um único do Brasil (semifinal em 1958).
Nas semifinais, a França enfrenta Portugal na quarta-feira, às 16h (horário de Brasília), em Munique. Quem vencer, decidirá o título no domingo, dia 9, em Berlim, contra o vencedor de Alemanha x Itália (que acontecerá na terça-feira).
O Brasil deu seu primeiro chute a gol digno do nome aos 39min do 2º tempo, numa tentativa de Ronaldo, que mais uma vez acabou derrotado pela França do amigo Zidane.
Até então, todos os esboços de ataque brasileiros foram de uma desorganização que não ofereceu perigo maior para o goleiro Barthez. No desespero, ainda tentou o empate até o apito final. A melhor chance foi num chute de Ronaldo que Barthez rebateu aos 45min.
A tentativa do hexa fica para 2010, na África do Sul, com uma nova geração em algumas posições fundamentais. A seleção brasileira volta para casa. Ou seja, cada jogador vai para sua casa no país em que joga. Para o Brasil, só voltam mesmo os são-paulinos Rogério Ceni e Mineiro, e o corintiano Ricardinho, todos reservas.
No 1º tempo, o Brasil esboçou alguma rapidez maior nos toques nos primeiros dez minutos, embora sem criar uma chance nítida de gol. Porém, o fôlego e a organização do time alterado parece ter acabado aí.
A França, que começou mais recuada e com uma marcação compacta passou a se aproveitar da falta de mobilidade do meio-campo (onde Kaká estava irreconhecível, com uma atuação apática) e do ataque brasileiro.
Para melhorar a situação francesa, Zidane estava inspirado, organizando o meio-campo, abrindo espaço com dribles curtos e fazendo lançamentos venenosos que encontravam brechas na retaguarda brasileira.
Com 20 minutos de jogo, a França já tinha domínio total das ações, sobrecarregando a defesa brasileira, em que Lúcio e Juan se desdobravam para cuidar dos avanços franceses. Aos 26min, Lúcio teve de fazer sua primeira falta na Copa, três minutos depois de superar a marca invicta do zagueiro paraguaio Gamarra na Copa de 1998. Curiosamente, Gamarra completou 383 minutos sem faltas numa derrota para a França.
Aos 44min, Zidane deu dois lindos dribles curtos no meio do campo num início de contra-ataque e lançou Vieira, que corria livre no meio. Juan fez uma falta por trás criminosa para matar a jogada e o cartão amarelo que levou ficou barato. A afobação brasileira se refletiu na seqüência, na cobrança da falta: Ronaldo, na barreira, desviou a bola com a mão. Apesar de o toque ter sido dentro da área, o juiz espanhol Luis Cantalejo aliviou outra vez, marcando falta na meia-lua.
A péssima apresentação brasileira no 1º tempo não parece ter assustado Parreira, que manteve a escalação para o 2º tempo. O que estava ruim só piorou. Logo aos 40 segundos, Vieira já cabeceava sozinho dentro da área brasileira. Aos 8min, a França fez um gol corretamente anulado por impedimento múltiplo de seus atacantes.
Mas, aos 12min, Zidane deu seu golpe ceriteiro. Cobrou falta da esquerda, buscando Henry livre no lado direito de uma área em que três brasileiros marcavam cinco franceses. Sozinho, Henry chutou de direita e fez o gol francês.
A França manteve-se mais perigosa, com Ribéry perdendo chances aos 15min (quando Juan desviou e quase fez gol contra, mas a bola passou a centímetros da trave) e 24min (escapou sozinho sem ninguém acompanhando e só foi desarmado por Dida).
Desarrumado, grogue, sem reação, o Brasil não conseguia armar uma jogada mais perigosa. Parreira apelou para a formação antiga, tirando Juninho e colocando Adriano aos 18min. Nenhuma diferença. O time continuou um caos.
A segunda substituição (Cicinho no lugar de Cafu) veio aos 31min do 2º --ou seja, muito tarde. Lento, errando passes e mal colocado, Cafu finalmente acusou o peso da idade nesta Copa e foi bem explorado pelos franceses.
Aos 33min, a última cartada: Parreira colocou Robinho no lugar de Kaká. Mas, àquela altura, o descontrole da equipe já era grande demais para que Robinho mudasse a cara do jogo. As chances que aconteceram fora mais de "abafa" que jogadas pensadas.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
Puro_Osso
1 Jul 2006, 06:06 PM
Parreira só fez cagada.
flw.vlw
xKuRt
1 Jul 2006, 06:10 PM
Puro_Osso, o Brasil na real praticamente não entrou em campo...
Puro_Osso
1 Jul 2006, 06:16 PM
Mas o Parreira não fez nada de útil para consertar isso =/
Tira o Ronaldo e bota o Robinho.
Até torcedor enxerga isso!
flw.vlw
xKuRt
1 Jul 2006, 06:41 PM
Puro_Osso, eu sei. Mas o time também não se esforçou para fazer nada em campo...
obonit
1 Jul 2006, 08:26 PM
¬¬
Só um parentese.
(PUTA QUE PARIO)
xKuRt
2 Jul 2006, 11:39 AM
Parreira admite falta de jogo coletivo, mas diz: "Não foi um desastre"
02/07/2006 - 10h17
Em entrevistas separadas para dois grupos de jornalistas, o técnico Carlos Alberto Parreira admitiu neste domingo, em Frankfurt, que não fez os astros da seleção brasileira atuarem coletivamente, como uma equipe entrosada. Porém, um dia depois de perder para a França e ser eliminado da Copa nas quartas-de-final, o treinador continuou se recusando a considerar fraca a campanha do Brasil.
"Nós poderíamos ter jogado mais do que jogamos, mas também não foi nenhum desastre. Vencemos quatro dos cinco jogos", falou Parreira, antes de admitir a falta de jogo de equipe dos atletas mais exaltados do mundo. "Queríamos ter jogado mais coletivamente. Mas, com esses jogadores, é complicado. São talentos puros. Para colocá-los dentro de um sisitema, demora muito, demanda paciência. E uma Copa do Mundo não te dá esse tempo. Futebol não é esporte individual, é um esporte coletivo. Vários fatores podem interferir no resultado final".
Na visão de Parreira, o oba-oba criado em torno da seleção antes da Copa é que faz com que a avaliação seja de que a campanha brasileira foi ruim. Para ele, o time perdeu, mas lutou até o fim.
"A expectativa criada foi muito grande. Ficaram cobrando a expectativa, não à realidade. Os jogadores não foram mercenários, não foram apáticos. A França estava mais presente, mas não faltou empenho, não faltou vontade. Se não, não teríamos nem chegado às oitavas", defendeu Parreira.
Com isso, Parreira pediu que Ronaldinho não seja crucificado por não ter brilhado na Copa como se esperava.
"Não podemos estigmatizar o Ronaldinho. Lembrem-se do que aconteceu com o Dunga em 1990: precisamos recuperá-lo em 1994. Ronaldinho não é o melhor do mundo por acaso. Não é porque não rendeu o esperado que deixou de ser excelente. Vamos precisar muito dele no futuro".
"Big Brother"
Apesar de admitir o erro coletivo, Parreira não se arrepende de como a preparação foi feita, sem amistosos com equipes de melhor nível e com um acompanhamento intenso e constante da mídia.
"O time saiu unido do Brasil. Mas não aguentaríamos se tivessemos só jogado na preparação. Precisávamos treinar, recuperar jogadores que chegaram desgastados. Fizemos aquilo que era possível ter feito. Dentro do que estava previsto, o trabalho foi bem feito, bem elaborado. Gerou um 'Big Brother' enorme, vocês acompanharam tudo o que foi feito. Não me arrependo das coisas que foram feitas, me arrependo do resultado."
Mais abatido que no sábado, Parreira procurou dizer que estava triste, mas tranqüilo. "Ficamos muito tristes. Tanto quanto qualquer pessoa no Brasil, queríamos chegar à final. Não me preparei para este momento. Não me preparo para perder".
Ele repetiu que não tem nada definido sobre permanência ou saída da seleção. Mas sabe que as mudanças são inevitáveis.
Técnico deixa futuro no ar
Oficialmente, Parreira diz que não há nada definido sobre sua saída ou permanência no comando da seleção. Mas, ao falar que a seleção precisa começar já um planejamento para 2010, o treinador conjugou os verbos na primeira pessoa do plural, como se estivesse se incluindo na empreitada.
"Qualquer equipe nacional que sai de uma Copa precisa pensar no futuro. A necessidade de renovação surge de maneira avassaladora. Vamos aproveitar os jogos das eliminatorias, que já começam em setembro do ano que vem, e a Copa América para projetar o time do futuro. Precisamos preparar um novo caminho para 2010 e 2014. O Brasil vai voltar a brilhar".
Parreira afirmou que definirá sua situação "com tranqüilidade" quando Ricardo teixeira, presidente da CBF, retornar ao Brasil. Teixeira continuará na Alemanha até o fim da Copa por ser membro do comitê executivo da Fifa.
Fonte: Daniel Tozzi e João Henrique Medice, do UOL
xKuRt
2 Jul 2006, 11:41 AM
Jogadores estão sofrendo menos lesões que em 2002, diz Fifa
02/07/2006 - 10h54
A restrição nas entradas por trás e o uso menos frequente das cotoveladas contribuíram para uma queda no número de lesões sofridas pelos jogadores na Copa do Mundo, em comparação com quatro anos atrás.
O professor Jiri Dvorak, médico-chefe da Fifa, disse a repórteres no comunicado diário da Fifa neste domingo que, de acordo com as estatísticas após 58 dos 64 jogos do torneio, o número de lesões caiu de forma significativa.
"De todos os 64 jogos em 2002, houve 171 lesões, comparado com 129 nos 58 jogos disputados até agora".
"Com uma média de 2,2 lesões por jogo esperamos que o total no final do torneio seja menor do que há quatro anos".
Ele disse que o fato de os árbitros punirem as entradas por trás contribuiu para a queda no número de lesões, e explicou que também houve menos lesões de cabeça.
"O uso do cotovelo alto também caiu e houve apenas um caso sério de cotovelada até agora.
"No Japão e Coréia houve 25 lesões de cabeça, o que levou a quatro jogadores com concussão. Até agora houve 11 lesões de cabeça e apenas uma concussão".
Ele também afirmou que todos os 228 exames antidoping realizados até agora deram negativo. "Estamos muito otimistas que esta será a terceira Copa do Mundo seguida sem um caso de doping", disse ele.
Fonte: Mike Collett
xKuRt
8 Jul 2006, 03:53 PM
Itália abandona cautela, foge dos pênaltis e elimina a anfitriã
04/07/2006 - 18h33
O trauma que a Itália acumulava em disputa de pênaltis foi decisivo para que a equipe decidisse encostar, por algum tempo, a sua cautela habitual e tentar a vitória na prorrogação com um esquema altamente ofensivo que a premiou com uma vitória por 2 a 0, a eliminação da anfitriã Alemanha e a classificação para a sua sexta final da Copa do Mundo de 2006. O adversário sai nesta quarta-feira, no confronto entre França e Portugal.
Com um currículo recheado de sucessos em prorrogações e derrotas traumatizantes nas penalidades, a tricampeã Itália impôs aos alemães uma dolorida derrota e impediu que o país conquistasse o seu primeiro título após a reunificação das faces Ocidental e Oriental da Alemanha, oficializada em outubro de 1990, poucos meses após o título conquistado na Itália.
A derrota, aliás, aumentou o jejum de vitórias da Alemanha contra equipes campeãs mundiais. Desde 2001, a 'Mannschaft', como é conhecida a seleção alemã, já soma 14 jogos sem passar por um vencedor de Copa do Mundo. A equipe agora vai disputar o terceiro lugar.
Antes do confronto em Dortmund, a Itália se gabava de seu retrospecto altamente favorável contra a Alemanha em jogos oficiais. Em quatro jogos de Copas do Mundo, os italianos já haviam vencido duas vezes, sendo um épico nas semifinais de 1970 e a final de 1982. Já na Eurocopa, dois empates.
A coragem demonstrada pela Itália, principalmente a partir da prorrogação, contrastou com o clima que envolveu grande parte do elenco antes da partida. Nesta terça, o promotor que investiga a manipulação de resultados do Campeonato Italiano pediu rebaixamento a Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina, clubes que contam com 13 jogadores que disputam a Copa da Alemanha.
O empate no tempo normal deixou claro o que Alemanha e Itália tinham como objetivo a partir dali. Com um histórico de quatro vitórias em prorrogações e três derrotas em disputas de pênaltis, a equipe de Marcello Lippi partiu para o ataque com a entrada de um atacante e um meia ofensivo e botou duas bolas na trave.
Já a Alemanha, que acumulava três derrotas em tempos extras e, por outro lado, quatro triunfos nas penalidades, cozinhava o jogo e atacava com menos risco, mesmo que impondo intensidade.
"Teria sido uma justiça se não tivéssemos vencido e seria um risco se o jogo terminasse nos pênaltis. Jogamos bem e merecemos", dizia Marcello Lippi após a partida.
O jogo
Novamente com apenas um atacante isolado na frente, a Itália fez com que seu esquema tático com quatro jogadores de meio-campo, além de tumultuar a saída de bola da Alemanha, facilitasse o trabalho do meia Totti, que encontrava liberdade para armar as jogadas ofensivas.
Enquanto Perrota e Gattuso travavam Ballack e Borowski, Pirlo e Camoranesi não davam espaço para que a Alemanha tivesse tranqüilidade para sair da defesa para o ataque e ainda participavam de tramas importantes com Totti e os laterais Zambrotta e Grosso, as melhores opções ofensivas da Itália.
A dificuldade encontrada pela Alemanha tinha outra razão: a mudança da escalação do técnico Jürgen Klinsmann, que aproveitou a suspensão de Frings, punido por ter agredido o argentino Julio Cruz durante a comemoração dos alemães pela classificação às semifinais e substituído por Khel, para mudar mais um pouco o setor de meio-campo da equipe e colocar Borowski no lugar de Schweinsteiger, que entrou no segundo tempo.
O domínio territorial da Itália, que se traduzia em 57% de posse de bola até os 25min da etapa inicial, não era capaz, no entanto, de causar muitos riscos a Alemanha, que conseguiu criar duas chances perigosas de gol. Na primeira, aos 8min, Ballack recebeu bola saída de jogada entre Podolski e Klose para arrematar com perigo contra o gol de Buffon. Já aos 34min, Schneider conseguiu ficar livre com o goleiro italiano, mas chutou por cima da baliza.
A pressão italiana, porém, intimidava a Alemanha, mesmo que as melhores chances surgissem de chutes de longa distância, como o disparado por Totti logo aos 3min, ou cobranças de faltas e escanteios. Embora a melhor chance da equipe dirigida por Marcello Lippi tenha surgido em um lançamento preciso de Totti, que encontrou o lateral Grosso livre na cara de Lehmann. O lateral adiantou demais a bola e chutou em cima do goleiro alemão.
Mas o isolamento de Luca Toni no ataque diminuía o impacto do domínio da Itália, que tramava bem a bola pelo meio-campo e pelas laterais, mas tinha dificuldade para finalizar na cara do goleiro Lehmann, que por algumas vezes teve problemas para repor a bola, o que o obrigava a distribuir alguns chutões e facilitar o domínio do adversário.
A ineficiência ofensiva fez com que a Alemanha ousasse mais na segunda etapa, principalmente com jogadas individuais de Klose e Podoslki, que adotaram postura mais agressiva contra a dupla de zaga italiana, formada nesta terça pelo capitão Cannavaro e Materazzi, que voltou a substituir Nesta, ainda machucado.
Aos 5min, Klose partiu para cima de dois defensores e ficou na frente de Buffon, que conseguiu abafar o chute. Já aos 17min, Schneider deu ótima assistência para Podolski, que girou rápido e bateu forte, para defesa do goleiro italiano.
A melhora da Alemanha não foi suficiente para que Marcello Lippi decidisse mudar a forma da Itália jogar. Pelo contrário: continuou com quatro jogadores fortes na marcação de meio-campo e trocou apenas um atacante por outro, sacando Luca Toni e apostando em Gilardino, aos 29min.
A decisão de manter a cautela ainda quase beneficiou a Itália no tempo normal, quando o volante Perrotta surgiu livre na área da Alemanha e só não conseguiu finalizar pela saída vigorosa de Lehmann, que derrubou o italiano e aliviou o perigo.
Para a prorrogação, porém, Lippi decidiu apostar mais no ataque, quando colocou Iaquinta na vaga de Camoranesi. A iniciativa deixou que Itália partisse com tudo para cima da Alemanha logo no início, mandando duas bolas na trave logo aos 2min, uma com Gilardino e outra com Zambrotta. A ofensividade fica evidente nas estatísticas. Segundo o instituto Datafolha, todos os jogadores da Itália, com exceção do goleiro Buffon, chutaram pelo menos uma vez ao gol da Alemanha.
O ímpeto da Itália diminuiu, mas mesmo assim Lippi continuava apostando no ataque para tentar evitar a disputa por pênaltis. Por isso, o técnico sacou Perrotta e colocou Del Piero, para auxiliar Totti na armação ofensiva e finalizar, como fez por duas vezes.
A ousadia da Itália quase custou caro. Aos 16min, Podolski desperdiçou oportunidade incrível para a Alemanha, quando recebeu cruzamento pela direita e, mesmo sem marcação, cabeceou totalmente sem marcação.
Podolski, aliás, perdeu outra ótima chance, aos 6min do segundo tempo, quando recebeu passe de Khel para bater com força e exigir difícil defesa de Buffon. A Itália, por sua vez, não abandonava o ataque, o que a premiou com a vitória no último minuto.
Aos 14min, Grosso recebeu ótimo passe de Pirlo e, de perna esquerda, colocou no lado oposto e tirou qualquer chance de defesa de Lehmann. Logo na sequência, Gilardino partiu em contra-ataque e acionou Del Piero, que colocou com precisão no ângulo esquerdo do gol defendido pelo alemão para garantir a classificação italiana.
Fonte: UOL
xKuRt
8 Jul 2006, 03:55 PM
França de Zidane bate Portugal de Scolari e decide com Itália
05/07/2006 - 17h53
Com Zidane decisivo e uma defesa bem fechada para manter a vantagem no placar, a França repetiu a fórmula com a qual venceu o Brasil e bateu Portugal por 1 a 0, nesta quarta-feira em Munique, pelas semifinais da Copa do Mundo. Neste domingo, a França, campeã em 1998, tentará o bi mundial contra a Itália, às 15h (horário de Brasília) no estádio Olímpico de Berlim, na grande final da 18ª Copa do Mundo.
O gol foi de Zidane em cobrança de pênalti aos 33min do 1º tempo. Também de pênalti, ele já tinha classificado a França diante de Portugal na semifinal da Eurocopa de 2000, ao fazer o gol da vitória na prorrogação.
E o adversário na final desta Copa será, por coincidência, o mesmo daquela Euro de seis anos atrás. Naquela decisão, a França bateu a Itália por 2 a 1 com uma virada espetacular, empatando o jogo nos descontos e marcando o gol de "morte súbita" na prorrogação.
Para Portugal do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, resta o consolo de decidir o 3º lugar contra a dona da casa Alemanha neste sábado, às 16h em Stuttgart. A seleção lusa tentará igualar o 3º lugar conquistado na Copa de 1966, sua melhor colocação até agora.
Scolari perdeu a chance de participar de sua segunda final seguida (a primeira foi com o Brasil, em 2002) e de ser o primeiro técnico a conquistar a Copa com uma seleção que não a de seu país natal. Também viu encerrada sua invencibilidade de 12 jogos em Copas (sete com o Brasil em 2002 e cinco com Portugal na atual).
O treinador protestou muito durante o jogo contra a marcação do pênalti que gerou o gol francês e a não marcação de uma penalidade sobre Pauleta, ainda no 1º tempo. Com o jogo encerrado, Scolari foi em direção do árbitro uruguaio Jorge Larrionda para reclamar e acusá-lo de ser tendencioso.
Zidane fez o gol decisivo e várias jogadas. Porém, ele não repetiu a conquista do prêmio de melhor em campo que teve contra o Brasil nas quartas-de-final. Desta vez, o também veterano Thuram foi o escolhido pela Fifa por seu trabalho na defesa francesa.
A França começou demonstrando que iria explorar todas as brechas que Portugal deixasse. Logo aos 38 segundos, Malouda recebeu lançamento longo, escapou da marcação de Miguel e chutou cruzado. Um pouco longe do gol, mas, mesmo assim, um alerta.
Portugal respondeu pouco depois, aos 4min, com um chute rasteiro de Deco que Barthez defendeu dando rebote, mas Pauleta não chegou a tempo para arrematar. Os lusos passaram a ter mais domínio das ações e voltaram a ameaçar com um belo chute de longe de Maniche aos 8min, que passou rente ao travessão.
Com muito toque de bola até achar o momento certo de impor mais rapidez em jogadas pelas laterais (principalmente pela direita, onde Figo aproveitava os espaços deixados por Abidal), Portugal dominou as ações. A França se resguardava e, quando descia, fazia com mais objetividade.
Aos 27min, Henry driblou Miguel pela esquerda e chutou para Ricardo defender. Quatro minutos depois, o mesmo Henry recebeu na área. A bola respingou e Ricardo Carvalho furou ao tentar cortar com a perna direita. Já a perna esquerda do zagueiro atingiu Henry, que caiu. Pênalti assinalado pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda, apesar dos muitos protestos de Luiz Felipe Scolari.
Aos 33min, Zidane cobrou o pênalti com força e precisão no canto direito de Ricardo. Mais uma vez, o goleiro português pulou certo, como nos quatro pênaltis da decisão contra a Inglaterra, quando pegou três. Porém, desta vez o gol aconteceu.
Se já tinha reclamado da marcação do pênalti para os franceses, Scolari explodiu de raiva três minutos depois, quando Pauleta foi empurrado na área ao tentar alcançar um cruzamento. A falta existiu, mas o árbitro ignorou.
Scolari reclama do técnico
O técnico Luiz Felipe Scolari reclamou da performance do árbitro uruguaio Jorge Larrionda. "Se existe uma vergonha para a América do Sul foi o que aconteceu hoje. Fazer o quê?", lamentou à imprensa.
Porém, Scolari não culpou os supostos erros da arbitragem pela derrota de Portugal. Reconheceu a superioridade da França dizendo que sua equipe corria por fora na disputa pelo título.
Botando pressão, Scolari reclamou com gestos para o quarto árbitro à beira do campo. E, antes do início do 2º tempo, voltou a manifestar seu descontentamento para o árbitro Larrionda.
Com um bom bloqueio armado na defesa a partir do momento em que saiu à frente no placar, a França retornou para o 2º tempo querendo liquidar o jogo. Henry teve boa chance aos 2min, num chute cruzado no qual Ricardo se atrapalhou e deixou a bola passar por baixo de seu corpo, mas o frango não aconteceu porque a bola saiu.
Um minuto depois, Ribéry acertou bom chute da entrada da área, depois de jogada de fintas feita por Zidane pela esquerda.
Passado esse ímpeto, a França voltou a fortalecer a retaguarda e esperar alguma chance de contra-ataque. Portugal passou a procurar os espaços para empatar. Aos 7min, Pauleta até conseguiu com um corte curto dentro da área, mas chutou na rede pelo lado de fora.
Portugal passou a perder o ímpeto em seus avanços ao não encontrar maneiras de superar o bloqueio francês. Para tentar reacender o time, Scolari tirou Pauleta, que errou em muitos lances, e colocou Simão Sabrosa aos 23min. Seis minutos depois, incluiu mais um atacante: Postiga no lugar do volante Costinha.
Porém, com o habilidoso Figo demonstrando cansaço, a missão parecia mais difícil.
E o reflexo diminuído de Figo rendeu a grande chance perdida aos 33min: Cristiano Ronaldo cobrou falta, Barthez falhou grotescamente e largou a bola para o alto, e Figo cabeceou para fora com o gol aberto.
Com essa grande oportunidade rara jogada fora, Portugal entrou definitivamente na fase de aflição ao ver cada minuto passar sem conseguir se infiltrar nos blocos defensivos franceses. No desespero do fim do jogo, o goleiro Ricardo foi até a área francesa para tentar cabecear em dois escanteios, já nos acréscimos.
A França administrou e chegou à decisão com seu time de veteranos, alguns deles campeões em 1998: Barthez, Thuram, Zidane, Henry, Vieira e o reserva Trezeguet.
Fonte: UOL
xKuRt
8 Jul 2006, 03:55 PM
Alemanha e Portugal disputam o 3º lugar com motivações diferentes
Sábado, 08 de julho de 2006
Alemanha e Portugal entram em campo neste sábado, em Stuttgart, às 16h (de Brasília), para a disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo com motivações bem diferentes. Enquanto os donos da casa, ainda de ressaca pela derrota para a Itália nas semifinais, querem encerrar a Copa com um prêmio de consolação, os portugueses lutam para igualar a histórica campanha conseguida pela seleção em 1966.
Os dois times terão desfalques. A Alemanha promoverá o retorno do goleiro Oliver Kahn, eleito o melhor jogador da Copa passada, mas não poderá contar com Ballack, Metersacker e Friedrich, todos machucados. Já Portugal não terá o zagueiro Ricardo Carvalho, suspenso, e o lateral-direito Miguel, lesionado.
Fonte: UOL
lightyear
9 Jul 2006, 05:43 PM
França perdeu exatamente em:
17:40:11 No horario de Brasilia.
É a vida... /_\
. . .
xKuRt
9 Jul 2006, 07:08 PM
Alemanha frustra meta portuguesa e leva prêmio de consolação
08/07/2006 - 17h48
A frustração da seleção alemã por não ter garantido vaga na decisão da Copa do Mundo foi minimamente compensada diante mais de 47 mil pessoas que abarrotaram o estádio Gottlieb-Daimler, em Stuttgart, para ver a equipe anfitriã da competição se consagrar terceira colocada ao vencer por 3 a 1, com participação decisiva do meia Schweinsteiger, e acabar com o sonho de Portugal igualar a sua melhor campanha em um Mundial.
Com apoio irrestrito de sua torcida, como foi padrão nos outros seis jogos da Copa, inclusive na eliminação para a Itália, nas semifinais, a Alemanha repetiu a colocação alcançada nas edições de 1934 e 1970 e ainda se aproximou de fazer de Klose o artilheiro da competição.
Com cinco gols, o atacante do Werder Bremen ainda pode ser alcançado neste domingo, na decisão entre italianos e franceses. Caso não seja ultrapassado, porém, o jogador se tornará o goleador da Copa com menos gols desde 1962, quando o iugoslavo Jerkovic marcou o mesmo número de gols.
O prêmio de consolação dos alemães impediu que a seleção portuguesa repetisse o desempenho de 1966, quando também dirigida por um técnico brasileiro, Otto Glória, alcançou o terceiro lugar na Copa da Inglaterra. Como quarta colocada, porém, melhorou muito em relação à sua campanha em 2002, quando decepcionou e caindo ainda na primeira fase, ficando em 21º -em 1986, foi a 17ª.
Sedento pelo posto de melhor equipe depois dos finalistas, o brasileiro Luiz Felipe Scolari armou a equipe portuguesa de forma que anulasse a pressão dos alemães. Não contava, no entanto, com os insistentes chutes de longa distância que acabaram sendo determinantes para o resultado, construído com a precisão dos arremates de Schweinsteiger, eleito pela Fifa o melhor da partida.
Jürgen Klinsmann fez algumas sensíveis mudanças na escalação da seleção alemã em relação à eliminação para a Itália. Sem contar com o lateral Friedrich, o zagueiro Mertsacker e o meia Ballack, todos machucados, o técnico inverteu o posicionamento de Lahm, que foi para a lateral-direita, colocou Frings um pouco mais à frente no meio-campo, lançou mão do experiente zagueiro Nowotny por não poder contar de última hora com Huth, machucado, e promoveu a estréia de Kahn na Copa da Alemanha.
Visivelmente irritado por ter perdido a posição de titular às vésperas do início da competição, o melhor jogador eleito da Copa de 2002 ganhou uma colher-de-chá de Lehmann, que ao ser consultado por Lehmann se ficaria magoado por não jogar a disputa de terceiro lugar da Copa, não entrou em conflito e deixou a vaga aberta para Kahn, que durante a competição mudou sensivelmente seu comportamento.
Carrancudo durante os primeiros jogos, quando era flagrado pelas câmeras de cara fechada, mesmo durante as comemorações dos gols da Alemanha, Kahn ganhou a simpatia da torcida ao manifestar apoio a Lehmann momentos antes da disputa de pênaltis contra a Argentina, quando o titular pegou duas cobranças e classificou a equipe.
As mudanças na equipe, porém, pouco efeito surtiram, apesar do primeiro tempo ter registrado domínio territorial da Alemanha, que usava as laterais para neutralizar a intensa troca de passes e a forte marcação de Portugal, que criou a melhor chance do primeiro tempo, aos 15min, quando Pauleta recebeu sozinho pelo lado esquerdo da grande área e chutou para ótima defesa de Kahn.
Em compensação, a Alemanha criava possibilidades com maior regularidade e, principalmente, com chutes de longa distância. Mantido entre os titulares pela segunda partida consecutiva, Kehl assustou os portugueses por duas vezes, sendo que na segunda, aos 20min, obrigou o goleiro Ricardo a se esticar todo para espalmar para escanteio. O goleiro português, aliás, fez outra importante defesa no primeiro tempo, aos 25min, quando Podolski cobrou falta com a perna esquerda.
Os chutes de longa distância, aliás, continuaram como um dos artifícios mais usados pela seleção alemã, que encontrava muitas dificuldades para fazer tramas que deixassem os atacantes Podolski e Klose na cara do goleiro Ricardo.
E foi em um arremate preciso que a Alemanha abriu vantagem, aos 11min do segundo tempo. Sem nenhum gol marcado em sete jogos como titular, o meia Schweinsteiger fez bela jogada pela ponta esquerda, levou a bola até o bico da grande área e disparou um forte arremate, que passou entre as mãos de Ricardo.
O gol desnorteou Portugal, que não conseguia mais sair de seu campo para evitar a pressão do time da casa, que continuava mantendo a postura de chutar o máximo possível contra o adversário.
Disputas de 3º lugar na história da Copa:
1930 - Não houve
1934 - Alemanha 3 x 2 Áustria
1938 - Brasil 4 x 2 Suécia
1950 - Não houve
1954 - Áustria 3 x 1 Uruguai
1958 - França 6 x 3 Alemanha Oc.
1962 - Chile 1 x 0 Iugoslávia
1966 - Portugal 2 x 1 União Soviética
1970 - Alemanha Oc. 1 x 0 Uruguai
1974 - Polônia 1 x 0 Brasil
1978 - Brasil 2 x 1 Itália
1982 - Polônia 3 x 2 França
1986 - França 4 x 2 Bélgica
1990 - Itália 2 x 1 Inglaterra
1994 - Suécia 4 x 0 Bulgária
1998 - Croácia 2 x 1 Holanda
2002 - Turquia 3 x 2 Coréia do Sul
2006 - Alemanha 3 x 1 Portugal
E depois de Lahm quase marcar, aos 14min, em um ótimo voleio pelo lado direito, a Alemanha chegou aos 2 a 0 novamente com um disparo de Schweinsteiger, que após cobrar falta pelo lado esquerdo contou com o desvio de Petit, que atrapalhou Ricardo. O gol foi creditado como contra para o volante português.
No desespero, Portugal ainda tentou partir para cima do time anfitrião da Copa, como no lance em que Deco, aos 18min, ganhou de Jansen na velocidade e chutou para Kahn espalmar para escanteio.
Em provavelmente seu último jogo em uma Copa do Mundo, Figo, de 33 anos, saiu do banco de reservas e quase ajudou Portugal a diminuir a vantagem alemã, ao dar um passe para Cristiano Ronaldo, que disparou para defesa de Kahn.
No lance seguinte, entretanto, a Alemanha liquidou a partida justamente com a jogada que mais utilizou durante o jogo. Em novo chute violento de Schweinsteiger, aos 33min, Ricardo não conseguiu impedir o terceiro gol da equipe terceira colocada da Copa do Mundo de 2006.
Mesmo assim, Portugal continuou insistindo por pelo menos um gol. E após levar perigo com duas chances construídas por Simão, diminuiu a vantagem aos 43min, em cabeceio certeiro de Nuno Gomes, que recebeu perfeito cruzamento de Figo pelo lado direito.
Fonte: UOL
xKuRt
9 Jul 2006, 07:10 PM
Itália conquista tetra e Zidane dá adeus com expulsão e vexame
09/07/2006 - 17h41
Doze anos depois de perder o tri para o Brasil, a Itália foi tri em 1982. Doze anos depois de perder o tetra também para o Brasil nos pênaltis, a Itália sagrou-se tetra e ganhou a Copa do Mundo de 2006. Num jogo disputadíssimo e tenso, a "Squadra Azzurra" venceu a França por 5 a 3 nos pênaltis, neste domingo em Berlim, depois de 1 a 1 no tempo normal e nenhum gol na prorrogação.
Os italianos conseguiram provocar um fim de carreira melancólico do francês Zidane, expulso na prorrogação por agredir Materazzi com uma cabeçada no peito.
De herói francês, Zidane virou vilão em sua despedida do futebol aos 34 anos. Deixou o gramado debaixo de uma vaia estrondosa.
Nos pênaltis, Pirlo (eleito melhor jogador da partida pelos observadores da Fifa) acertou a primeira. Wiltord empatou. Materazzi fez na segunda, Trezeguet chutou no travessão. De Rossi marcou o terceiro da Itália, Abidal converteu o segundo para a França. Del Piero marcou o quarto, Sagnol fez o terceiro francês. A última cobrança italiana foi de Grosso, que fez o gol do título.
A Itália isolou-se como segunda maior vencedora da história com quatro conquistas (1934, 1938, 1982 e 2006), atrás apenas dos cinco títulos brasileiros.
Foi um jogo movimentadíssimo e aberto, com os dois times partindo para o ataque. Com isso, esta foi a primeira final desde 1986 (Argentina 3 x 2 Alemanha Ocidental) em que as duas equipes fizeram gol.
Também foi a primeira final a ir para a prorrogação desde 1994, que também teve a Itália (empatou em 0 a 0 com o Brasil em 120 minutos e perdeu nos pênaltis). No total, a Itália disputou seis finais e em três delas disputou tempo extra. E participou das duas únicas finais com decisão nas penalidades.
Foi também a primeira vitória da Itália numa decisão por pênaltis de Copa do Mundo. Tinha perdido para a Argentina na semifinal de 1990, para o Brasil na final de 1994 e para a mesma França nas quartas-de-final de 1998.
Como em seu triunfo anterior há 24 anos, a Itália sagra-se campeã mundial na seqüência de um escândalo em seu futebol. Em 1982, a seleção ainda se via influenciada pelo caso do "Totonero", que estourou em 1980. Jogadores e dirigentes estavam envolvidos em esquemas de resultados arranjados para partidas da loteria. O Milan foi rebaixado para a Série B. E o atacante Paolo Rossi foi acusado e cumpriu dois anos de suspensão, voltando a jogar pouco antes do Mundial, no qual foi herói, artilheiro e campeão, limpando seu nome.
Desta vez, nenhum jogador está diretamente envolvido no escândalo (embora o goleiro Buffon seja um dos suspeitos que serão investigados) em que os dirigentes de clubes grandes como Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina são suspeitos de manipular as arbitragens. O caso surgiu semanas antes do Mundial e só será resolvido nos próximos dias, mas pode causar o rebaixamento dos clubes. Porém, nos últimos dias, com o avanço da Itália à final da Copa, já havia uma movimentação política defendendo a anistia para todos caso o título mundial fosse conquistado - como acabou sendo.
Com bola dourada especial, diferente das boldas dos 63 jogos anteriores, o início foi eletrizante. Com um minuto, Henry trombou com Cannavaro. O pescoço do francês se chocou com o ombro do italiano e Henry caiu desacordado, dando enorme susto. Atendido, o atacante recobrou os sentidos e retornou ao gramado dois minutos depois.
Aos 6min, quem se assustou foi só a torcida italiana. Malouda escapou, dominou a bola no peito e entrou na área. Materazzi chegou para o combate e recolheu a perna esquerda quando viu que iria atingir Malouda. Porém, o francês caiu e o árbitro Horacio Elizondo interpretou que o zagueiro da "Azzurra" tinha feito a falta. Pênalti que lembrou o início intenso da final da primeira Copa sediada pela Alemanha: em 1974, a Holanda abriu o placar contra a dona da casa com um gol de pênalti a 1min de jogo.
Zidane cobrou com um sangue frio espantoso para uma decisão de tamanha importância. Tocou na bola com efeito, para encobrir Buffon lentamente. O cálculo teve algum erro, porque a bola subiu o bastante para bater no travessão e cair perto da linha. Porém, dentro do gol sem qualquer margem de dúvida. Mas, sem replays e tira-teimas no momento, o árbitro confirmou o gol graças à indicação do auxiliar Rodolfo Otero.
A Itália ficou nervosa por alguns minutos logo após o gol. Mas recuperou seu equilíbrio ao empatar a partida aos 19min: Pirlo cobrou escanteio da direita e Materazzi pulou bem mais alto que Vieira para dar uma cabeçada forte e fazer o gol. Estabanado, o goleiro Barthez nem esboçou uma defesa.
Apesar da França descer com rapidez, a Itália teve as chances mais perigosas até o fim do 1º tempo. A equipe quase repetiu a mesma jogada do gol de empate aos 27min. Só não deu certo porque Materazzi empurrou Vieira antes de cabecear.
Aos 35min, os italianos penetraram na área com uma bela tabelinha de toques curtos de Perrotta e Totti. Luca Toni recebeu para chutar, mas Thuram bloqueou quando a bola ia para o gol. Na seqüência, o mesmo Toni cabeceou no travessão após cobrança do escanteio.
A França voltou para o 2º tempo mais decidida a resolver a partida. Mas a correria e o jogo aberto também permitiam avanços italianos. Henry perdeu chance aos 5min quando, após driblar Camoranesi e Grosso, preferiu cruzar para o meio da área em vez de chutar.
Aos 7min, os franceses reclamaram um pênalti de Zambrotta em Malouda, mas o juiz Elizondo não assinalou. Quase dez minutos depois, a Itália teve um gol anulado corretamente: após cobrança de falta, Toni fez o gol de cabeça, mas ele estava impedido quando a bola foi lançada. Pouco depois, Henry se encontrou livre na área para chutar forte, mas Buffon defendeu.
Aos 32min, Pirlo cobrou falta com um chute de curva que passou perto da trave. O goleiro Barthez chegou tarde.
Os campeões e vices (respectivamente) da Copa:
2006 - Itália França 1 (5) x (3) 1
2002 - Brasil Alemanha 2 x 0
1998 - França Brasil 3 x 0
1994 - Brasil Itália 0 (3) x (2) 0
1990 - Alemanha Argentina 1 x 0
1986 - Argentina Alemanha Oc. 3 x 2
1982 - Itália Alemanha Oc. 3 x 1
1978 - Argentina Holanda 3 x 1
1974 - Alemanha Oc. Holanda 2 x 1
1970 - Brasil Itália 4 x 1
1966 - Inglaterra Alemanha Oc. 4 x 2
1962 - Brasil Tchecoslov. 3 x 1
1958 - Brasil Suécia 5 x 2
1954 - Alemanha Oc. Hungria 3 x 2
1950 - Uruguai Brasil 2 x 1
1938 - Itália Hungria 4 x 2
1934 - Itália Tchecolsov. 2 x 1
1930 - Uruguai Argentina 4 x 2
Os franceses tiveram outro susto na partida: aos 35min, Zidane caiu em cima do braço e sentiu dor forte, mas voltou a campo após ser atendido. Teria sido terrível para a equipe, que já perdera Vieira por distensão aos 10min do 2º tempo.
Foi a França quem mais pressionou nos minutos finais do 2º tempo, tentando evitar uma prorrogação dramática. Sem resultado. Pela Itália, o técnico Marcello Lippi decidiu apostar numa formação com três atacantes com a entrada de Del Piero aos 41min, para ter mais poder ofensivo num eventual tempo extra.
Porém, a Itália começou a prorrogação retraída, na espera, enquanto a França buscava armar uma jogada fatal com muitos toques pacientes. Aos 9min do 1º tempo extra, Ribéry teve sua grande e última chance: carregou pela meia esquerda, tabelou com Malouda, entrou na área e chutou rasteiro, mas para fora. Em seguida, Ribéry foi substituído.
Aos 13min, Zidane cabeceou livre e Buffon fez defesa espetacular, voando para defender com apenas uma mão e colocar para escanteio.
No 2º tempo da prorrogação, os dois times estavam exaustos. Henry foi substituído quando mal conseguia caminhar.
Aos 2min, Zidane teve uma atitude que divergiu da elegância com que conduziu sua carreira: deu uma cabeçada no peito de Materazzi longe da ação do jogo. Denunciado pela defesa italiana, Zidane acabou expulso aos 5min. E encerrou sua carreira melancolicamente.
Fonte: UOL
xKuRt
9 Jul 2006, 07:11 PM
1. Itália
2. França
3. Alemanha
4. Portugal
5. Brasil
6. Argentina
7. Inglaterra
8. Ucrânia
9. Espanha
10. Suíça
11. Holanda
12. Equador
13. Gana
14. Suécia
15. México
16. Austrália
17. Coréia do Sul
18. Paraguai
19. Costa do Marfim
20. República Tcheca
21. Polônia
22. Croácia
23. Angola
24. Tunísia
25. EUA
26. Irã
27. Arábia Saudita
28. Japão
29. Trinidad e Tobago
30. Costa Rica
31. Togo
32. Sérvia e Montenegro
xKuRt
9 Jul 2006, 07:13 PM
Tabela de todos os jogos da segunda fase:
Jogo de número | Horário | Local | Grupo | Equipes
Oitavas-de-final
24/06/2006 - Sábado
49 12h Munique Alemanha 2 x 0 Suécia
50 16